O Visorama: dispositivo de cinema expandido, imersivo e interativo

André de Souza Parente

Resumo


Este artigo é sobre um sistema de realidade virtual e multimídia original intitulado Visorama com hardware e software dedicados, voltado para as áreas de arte eletrônica, turismo histórico, educação e entretenimento. O Visorama se distingue dos outros sistemas em seus três níveis de desenvolvimento: software, hardware e aplicações. Ao nível do software, o Visorama utiliza as novas técnicas de visualização baseadas em imagens, (imaged based rendering). Comparados aos sistemas e programas hoje existentes, o Visorama apresenta as seguintes vantagens: um sistema de multirresolução que permite que ao longo do zoom a imagem possua a mesma resolução e uma linguagem de alto nível, baseada em um diagrama de estado, possibilitando a especificação das transições entre imagens fixas e em movimento, vídeos e sons, e a temporalização da imagem em sua relação com o espectador. Ao nível do hardware, o Visorama simula, por sua carenagem, um sistema ótico tradicional – no caso, um telescópio. O protótipo do Visorama possui um visor binocular que torna possível a implementação de uma visão estereoscópica (3D) e apresenta uma altíssima resolução de imagem. O aparelho por si só representa um nível de simulação, que torna mais natural e imersiva a relação dos usuários com as imagens geradas. Ao nível das aplicações, o objetivo básico do aparelho é criar a ilusão, no observador, de que ele está olhando para o espaço circundante através da ocular do visor. A interação do observador com a realidade está relacionada a dois tipos básicos de deslocamentos: o espectador se desloca no espaço seguindo os diversos pontos nodais nele contidos como tantas possibilidades de navegação; o espectador se desloca no tempo através de suas esperas, uma vez que a relação entre as imagens de um mesmo ponto do espaço são temporalizadas.

Palavras-chave


Arte e tecnologia; Imersão; Interatividade; Cinema expandido

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