Apontamentos sobre cooperação e crítica nas filosofias de R. Rorty e J. Habermas

Flavio Beno Siebeneichler

Resumo


A comunicação pretende sinalizar que o debate entre a “filosofia sem espelhos”, de Richard Rorty e a teoria do agir comunicativo, de Jürgen Habermas, pode ser entendido como exemplo ímpar de crítica e cooperação na busca da verdade filosófica. A estratégia de apresentação se configura em dois procedimentos distintos: Em um primeiro momento proceder-se-á à demarcação sumária da presença do pensamento de Habermas em textos característicos de Rorty e vice-versa. A seguir, será empreendida uma tentativa visando mostrar que a relação entre o pensamento de Rorty e o de Habermas é dialética, isto é, ao mesmo tempo crítica e cooperativa. O objeto principal do debate entre ambos tem a ver, principalmente, com a correta interpretação da virada linguística efetuada na filosofia contemporânea: até que ponto ela implica o abandono puro e simples da teoria da modernidade e do conceito de racionalidade, de Kant, o que implicaria uma verdadeira autodemissão da filosofia? Qual deve ser o critério do novo discurso filosófico: a comensurabilidade científica ou a incomensurabilidade de um não-consenso edificante?


Texto completo:

PDF HTML


DOI: https://doi.org/10.21728/logeion.2018v5n0.p97-104

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/

 
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (cc BY 4.0)
 
 Logeion: Filosofia da Informação - e-ISSN 2358-7806, IBICT.