BALBÚRDIA, O TROPEL DOS SERES INFORMES

Vinícios Souza de Menezes

Resumo


Tem como contexto o Brasil atual, em seus circuitos helênicos e disposições modernas. O Brasil dos fluxos da máquina antropológica ocidental. Entretanto, é também uma escritura a contrapelo, de um Brasil contemporâneo inatual, rodeado por existências virtuais que habitam a orla marginal das falas essenciais. Fora do sentido e da univocidade de um conservadorismo colonial travestido nas roupas do Estado, o inatual é não-oficial (aquele que diz “preferiria não” à ordem), um acidente que irrompe em veredas multivocais nos sulcos escriturais do ofício e, em contingentes toares, aquebrantam as barreiras da língua universal. Este inatual é o ruidoso Brasil dos seres informes e das palavras selvagens, o tropel dos doces bárbaros que avançam através dos grossos portões simbólico-materiais da antiga pólis e seus modernos aparelhos de Estado em busca dos festins da linguagem, dos seus jogos germinantes de alteridade, das suas balbúrdias gramaticais que fertilizam vidas impertinentes ao sentido único. Por esta maneira, este texto é con–temporâneo, ao mesmo tempo, inatual, antigo, moderno e atual. Simultaneamente, carnaval.

Palavras-chave


Informe. Seres informes. Marginalização. Universidade.

Texto completo:

PDF HTML


DOI: https://doi.org/10.21728/logeion.2019v6n1.p209-233

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/

 
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (cc BY 4.0)
 
 Logeion: Filosofia da Informação - e-ISSN 2358-7806, IBICT.