Água da chuva para consumo humano: estudo de caso na Amazônia Oriental

Vania Neu, Victor Martins Guedes, Maria Gabriella da Silva Araújo, Leandro Frederico Ferraz Meyer, Ian Rodrigues Brito, Lucas Mota Batista

Resumo


O acesso à água potável é um direito fundamental, mas grande parcela da população mundial não tem oferta suficiente ou mesmo sofre com carência absoluta desse bem. O trabalho apresenta uma tecnologia social para aproveitamento da água da chuva no estuário Guajarino, Estado do Pará, discute o dimensionamento dos sistemas e a qualidade da água para fins potáveis. A oferta de água foi estimada com base nos dados históricos de precipitação obtidos da base do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O dimensionamento dos sistemas foi realizado com base nos dados de precipitação, tamanhos das famílias e usos alternativos da água com o auxílio do software Netuno 4. A qualidade da água foi avaliada por meio de análises físico-químicas, in situ. As simulações indicam que os sistemas podem ser dimensionados para prover água suficiente ao longo de todo o ano. Para os sistemas implantados, com reservatórios de 1.000 litros, a oferta de água atende à demanda em 318 dias do ano (87,33%). As análises de qualidade indicaram que a acidez é ligeiramente acima dos níveis recomendados, porém muito abaixo daqueles encontrados nas águas minerais comercializadas em Belém. A ausência de coliformes (fecais e totais) depende fortemente dos cuidados de manutenção dos sistemas. A tecnologia aqui apresentada tem baixo custo de adoção e mostrou-se eficaz e replicável para comunidades rurais da Amazônia.

Palavras-chave


Água potável; Qualidade de vida; Tecnologia social

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