ARTIGO  
A TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO DE HABERMAS E A  
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL  
Clóvis Ricardo Montenegro de Lima  
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  
Ana Gabriela Clipes Ferreira  
Universidade Federal do Rio Grande do Sul  
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  
Flávia da Silva Carvalho  
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  
Samya Massari  
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  
_____________________________  
Resumo  
A presente pesquisa tem como objetivo analisar na literatura a produção científica sobre a inteligência artificial e  
discutir o seu uso com o olhar habermasiano através da teoria do agir comunicativo. Ilustra exemplos de aplicação  
da IA em obras de ficção. Discute as questões das tecnologias digitais e as limitações binárias da inteligência  
artificial. Como método, adota duas etapas distintas: abordagem teórica através da Teoria do Agir Comunicativo;  
e a introdução do resultado de pesquisas através do método de revisão sistemática, a fim de reunir literatura  
relevante disponível em bases de dados. A base de dados selecionada foi a Scopus, base internacional  
multidisciplinar. Os termos utilizados na estratégia de busca, na busca avançada e sem corte temporal, foram:  
inteligência artificial, Habermas e teoria do agir comunicativo. A pesquisa resultou em sete registros. A discussão  
envolve a análise desses documentos, embasados na literatura científica, em especial a teoria do agir comunicativo.  
Conclui que, embora as teorias de Habermas não sejam diretamente relacionadas com a inteligência artificial, as  
ideias se conectam ao proporcionar reflexões como a ética do discurso e a relação da sociedade com a tecnologia.  
Palavras-chave: Inteligência artificial. Teoria do Agir Comunicativo. Jürgen Habermas.  
HABERMAS' THEORY OF COMMUNICATIVE ACTION AND ARTIFICIAL  
INTELLIGENCE  
Abstract  
This research aims to analyze the scientific production on artificial intelligence in the literature and discuss its use  
from a Habermasian perspective through the theory of communicative action. It illustrates examples of the  
application of AI in works of fiction. It discusses the issues of digital technologies and the binary limitations of  
artificial intelligence. As a method, it adopts two distinct stages: a theoretical approach through the Theory of  
Communicative Action; and the introduction of research results through the systematic review method, in order to  
gather relevant literature available in databases. The selected database was Scopus, an international  
multidisciplinary database. The terms used in the search strategy, in the advanced search and without temporal cut,  
were: artificial intelligence, Habermas and theory of communicative action. The search resulted in 7 records. The  
discussion involves the analysis of these documents, based on the scientific literature, especially the theory of  
communicative action. It concludes that, although Habermas' theories are not directly related to artificial  
intelligence, the ideas connect by providing reflections such as the ethics of discourse and the relationship between  
society and technology.  
Keywords: Artificial intelligence. Theory of Communicative Action. Jürgen Habermas.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 11, ed. especial, p. 1-16, e-7366, nov. 2024.  
ARTIGO  
TEORÍA DE LA ACCIÓN COMUNICATIVA E INTELIGENCIA ARTIFICIAL DE  
HABERMAS  
Resumen  
La presente investigación tiene como objetivo analizar la producción científica sobre inteligencia artificial en la  
literatura y discutir su uso con una perspectiva habermasiana a través de la teoría de la acción comunicativa. Ilustra  
ejemplos de la aplicación de la IA en obras de ficción. Analiza los problemas de las tecnologías digitales y las  
limitaciones binarias de la inteligencia artificial. Como método adopta dos etapas diferenciadas: abordaje teórico  
a través de la Teoría del Actuación Comunicativa; y la introducción de los resultados de la investigación a través  
del método de revisión sistemática, con el fin de recopilar literatura relevante disponible en bases de datos. La base  
de datos seleccionada fue Scopus, una base de datos multidisciplinaria internacional. Los términos utilizados en la  
estrategia de búsqueda, en la búsqueda avanzada y no cronometrada, fueron: inteligencia artificial, Habermas y  
teoría de la acción comunicativa. La búsqueda arrojó como resultado 7 registros. La discusión pasa por el análisis  
de estos documentos, basándose en la literatura científica, especialmente en la teoría de la acción comunicativa.  
Se concluye que, si bien las teorías de Habermas no están directamente relacionadas con la inteligencia artificial,  
las ideas se conectan aportando reflexiones como la ética del discurso y la relación de la sociedad con la  
tecnología.  
Palabras clave: Inteligencia artificial. Teoría de la Actuación Comunicativa. Jürgen Habermas.  
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LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 11, ed. especial, p. 1-16, e-7366, nov. 2024  
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1 INTRODUÇÃO  
O uso da Inteligência Artificial (IA) em atividades sociais cotidianas, aplicada em  
análises ou trabalhos especializados faz parte do imaginário da humanidade há décadas. A  
substituição do trabalho humano manual ou intelectual é um assunto recorrente e que traz  
discussões sobre os benefícios e os riscos dentro e fora do mundo acadêmico. Nesta pesquisa,  
pretendemos apresentar parte dessa discussão, à luz do filósofo alemão contemporâneo Jürgen  
Habermas.  
Obras de ficção, como livros e filmes, abordam a temática em diferentes aspectos, desde  
a humanização das máquinas, como nos títulos "A.I. - Inteligência Artificial", de 2001,  
inspirado em um conto de Brian Wilson Aldiss, Supertoys Last All Summer Long (1969),e “Eu,  
Robô”, de 2004, e que tem como base a coleção de contos do escritor Isaac Asimov até às  
questões morais que ocorrem sobre o comportamento da máquina HAL-9000 (Heuristically  
programmed ALgorithmic computer, ou, em tradução livre, Computador Algorítmico  
Heuristicamente Programado), em "2001: Uma Odisséia no Espaço", filme e romance de 1968,  
feitos ao mesmo tempo. Na franquia de filmes “Alien” (1979, 1986, 1992, 1997, 2012 e 2017)  
há a presença de robôs humanóides que tomam decisões arbitrárias e priorizam a missão em  
detrimento da vida da tripulação, tal como HAL-9000. Em alguns casos, desenvolvem  
consciência e objetivos próprios.  
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Algumas utilizações de máquinas e a implementação de determinadas tecnologias,  
envolvendo IA ou não, são vistas como uma verdadeira utopia, assim como previsões de  
computadores pessoais que cabem na palma da mão ou chamadas em vídeo fazendo parte do  
dia a dia das pessoas. Todavia, diversas delas se concretizam e até mesmo extrapolam as  
previsões. O futuro das ficções é o "aqui e agora" conforme Gigliotti (2014) ao analisar algumas  
obras cinematográficas. O uso da inteligência artificial na Administração Pública é uma das  
aplicações atuais, da década de 2020, das tecnologias e têm sido aplicados na triagem e análise  
inicial de documentos.  
O déficit de 10 mil funcionários em 2022 no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)  
fez a sua direção recorrer à aplicação da Inteligência Artificial na análise de pedidos de  
concessão de benefícios. É a alternativa para atender uma fila para perícias de cerca de 1,8  
milhão de segurados (Melo, 2022). O Instituto acredita que, assim, é possível dar andamento  
mais rápido aos processos. Contudo, os robôs indeferem mais de 300 mil benefícios, sendo a  
maioria assistenciais (Gercina, 2022).  
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Observa-se que a interação humana é indispensável para a adequada análise dos  
documentos necessários à concessão de benefícios previdenciários. O modelo de Inteligência  
Artificial (IA) usado pelo instituto não é capaz de identificar que um pedido irregular pode ser  
suprido pela simples apresentação de um documento faltante e não que o segurado não tem  
direito à percepção do benefício.  
O uso da Inteligência Artificial na Administração Pública traz algumas questões de  
interesse quanto à moralidade e eticidade no uso dessa tecnologia nas práticas de governo. No  
exemplo do INSS, a ausência de trabalho e supervisor humano opera em uma escala de erro que  
produz a negação de um direito fundamental à assistência social de milhares de beneficiários.  
Cabe dizer que permitir a tomada de decisão automática não garante efetividade pois,  
se a inteligência artificial é capaz de tomar milhões de decisões a cada segundo - o que nenhum  
ser humano é capaz de supervisionar -, e se houver apenas uma pequena margem de erro, por  
exemplo, cerca de 1%, 1% de um milhão é 10 mil, o que resulta em 10 mil erros por segundo.  
Diego Cherulli, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, afirma que em  
2022 o robô "[...] acaba indeferindo tudo porque os cadastros normalmente têm erros. Esse  
trabalho precisa ser feito por um servidor, um ser humano. A máquina não está preparada para  
isso" (Lüder, 2022).  
Este trabalho pretende verificar na literatura, através do resultado da busca em  
base de dados multidisciplinar, a produção científica sobre a Inteligência Artificial com  
abordagem da Teoria do Agir Comunicativo (TAC) de Habermas (2012). Essa teoria explora  
características humanas: atos de fala, interação mediada pela linguagem, socialização e  
intersubjetivação. A partir dos resultados obtidos na busca quer-se discutir o uso da inteligência  
artificial sob a perspectiva habermasiana na TAC.  
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2 QUESTÕES DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS DA INTELIGÊNCIA: AS  
LIMITAÇÕES BINÁRIAS  
Inteligência Artificial (IA) refere-se à capacidade de um sistema ou máquina de imitar  
ou simular a inteligência humana. É um campo multidisciplinar da ciência da computação que  
se concentra no desenvolvimento de algoritmos e técnicas que permitem que os sistemas  
aprendam, raciocinem, tomem decisões e ajam de forma autônoma.  
A IA é baseada na ideia de construir computadores e sistemas capazes de executar  
tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de fala, visão  
computacional, processamento de linguagem natural, tomada de decisões, resolução de  
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problemas e aprendizado. Para utilizar um corpo de conhecimento em uma máquina, é  
necessário definir uma maneira de representá-lo. A IA:  
[...] tornou-se um termo genérico para aplicações que executam tarefas complexas que  
antes exigiam interação humana, como se comunicar com clientes online ou jogar  
xadrez. O termo é frequentemente usado de forma intercambiável com seus  
subcampos, que incluem machinelearning (ML) e deeplearning. No entanto, existem  
diferenças. Por exemplo, o machinelearning é centrado na criação de sistemas que  
aprendam e melhorem seu desempenho com base nos dados que eles consomem. É  
importante notar que, embora todo machinelearning seja IA, nem toda IA é  
machinelearning (ORACLE, 2021).  
Dentro de qualquer programa de computador, está embutido o conhecimento  
relacionado a um problema específico que precisa ser resolvido. Esse conhecimento se  
manifesta nos algoritmos que o programa utiliza e nas regras de decisão que determinam qual  
algoritmo aplicar em circunstâncias particulares. Quando um programa é carregado em um  
computador, podemos dizer que o computador “adquire” esse conhecimento, embora na  
maioria dos programas, essas informações não sejam representadas explicitamente e, portanto,  
não possam ser facilmente atualizadas ou manipuladas.  
Uma das características fundamentais dos programas de Inteligência Artificial  
(IA) é sua estrutura que separa claramente o código executável dos dados ou conhecimento do  
sistema. Assim, na IA, o termo “conhecimento” refere-se à informação necessária para que um  
programa de computador seja capaz de agir de maneira inteligente.  
A lógica procedimental é uma abordagem da inteligência artificial (IA) que utiliza a  
lógica simbólica e algoritmos para representar e manipular o conhecimento. Essa abordagem é  
baseada em regras formais e procedimentos explícitos para realizar inferências lógicas e  
resolver problemas. Na lógica procedimental, o conhecimento é representado por meio de  
símbolos e regras de inferência. Os símbolos podem representar objetos, relações, propriedades,  
ações ou qualquer outra informação relevante para o problema em questão. As regras de  
inferência definem como esses símbolos podem ser combinados e manipulados para chegar a  
conclusões. Esse mecanismo permite que o sistema de IA resolva problemas, faça deduções e  
tome decisões com base na lógica formal.  
5
A abordagem baseada em regras e procedimentos é muito útil em domínios nos  
quais o conhecimento é bem definido e estruturado. No entanto, a lógica procedimental pode  
encontrar dificuldades quando lida com problemas mais complexos ou situações de incerteza,  
nos quais o conhecimento é incompleto, vago ou sujeito a exceções.  
O funcionamento das Inteligências Artificiais é baseado em algoritmos complexos de  
aprendizado de máquina. Esses algoritmos podem ser:  
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a) como redes neurais convolucionais (CNNs): algoritmo de Aprendizado Profundo  
que pode captar uma imagem de entrada, atribuir importância (pesos e vieses que  
podem ser aprendidos) a vários aspectos/objetos da imagem e ser capaz de  
diferenciar um do outro. O pré-processamento exigido em uma ConvNet é muito  
menor em comparação com outros algoritmos de classificação. Enquanto nos  
métodos primitivos os filtros são feitos à mão, com treinamento suficiente, as  
ConvNets têm a capacidade de aprender esses filtros/características. A arquitetura  
de uma ConvNet é análoga àquela do padrão de conectividade de neurônios no  
cérebro humano e foi inspirada na organização do córtex visual. Os neurônios  
individuais respondem a estímulos apenas em uma região restrita do campo visual  
conhecida como Campo Receptivo. Uma coleção desses campos se sobrepõe para  
cobrir toda a área visual (Deep Learning Book, [2024a]). Introdução às Redes  
Neurais Convolucionais. [2024a]).  
b) redes adversárias generativas (GANs): arquiteturas de redes neurais profundas  
compostas por duas redes colocadas uma contra a outra (daí o nome“adversárias”.  
(Deep Learning Book, [2024b]).  
Esses algoritmos são alimentados com grandes volumes de dados e treinados para  
reconhecer padrões e características presentes nesses conjuntos de dados. Uma vez treinadas,  
as IAs generativas podem gerar novas amostras que se assemelham aos dados originais.  
A fim de prover uma compreensão elementar sobre o processo de aprendizado de  
máquina, a criação de modelos de algoritmos que analisam e interpretam dados, fundamenta-se  
em três abordagens distintas: Método de Aprendizado Supervisionado - dados de entrada e saída  
são manualmente inseridos para treinar uma rede neural artificial, permitindo que a máquina  
reconheça padrões e aprenda a chegar a determinadas saídas; Método de Aprendizado Não  
Supervisionado - processa dados acumulados, agrupando amostras com base em características  
sem conhecimento prévio das classificações; Método de Aprendizado por Reforço - envolve a  
repetição de tentativas e erros para alcançar objetivos, com a rede "aprendendo" com  
recompensas e penalidades.  
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Redes neurais artificiais (ANNs) (IBM, [2024]), também conhecidas como redes  
neurais simuladas (SNNs), são essenciais no aprendizado de máquina, inspiradas no  
funcionamento do cérebro humano. Compostas por camadas de nós interconectados, incluindo  
entrada, ocultas e saída, essas redes dependem de dados de treinamento para aprimorar sua  
precisão. À medida que são ajustadas para aumentar a precisão, tornam-se ferramentas  
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poderosas em ciência da computação, facilitando tarefas como reconhecimento de fala e  
identificação de imagens.  
O aprendizado profundo ocorre na construção de modelos de redes neurais com  
múltiplas entradas e camadas intermediárias. Esses modelos passam por fases supervisionadas  
ou não, chamadas feedforward e backpropagation, buscando ajustes precisos nos parâmetros  
para identificação e reconhecimento de padrões específicos. Após a criação do modelo, o  
código é alimentado com um banco de dados, e o processo passa por ajustes manuais e testes  
para otimização dos parâmetros. Em resumo, o processo de ensinar um computador a  
reconhecer padrões, como gatos em fotos, envolve a criação de uma rede neural, o treinamento  
com dados e ajustes finos para garantir o reconhecimento preciso em novas situações.  
3 MÉTODOS E RESULTADOS  
O método aplicado nesta pesquisa possui duas funções distintas para embasar a  
discussão sobre inteligência artificial através do olhar habermasiano. A primeira função é a  
abordagem teórica através da Teoria do Agir Comunicativo. A segunda função é a introdução  
do resultado de pesquisas através do método de revisão sistemática, a fim de reunir literatura  
relevante disponível em bases de dados.  
A busca foi realizada na base de dados Scopus em agosto de 2024, utilizando  
como recurso a busca avançada. Não há delimitação temporal nem de tipo de documento. Os  
dados são tratados e organizados em quadros com as principais informações (autores, título,  
ano, título de periódico e resumo, além das palavras-chave utilizadas pelos autores e, quando  
há, as utilizadas pela base e as referências de Habermas utilizadas em cada artigo.  
O documento será eliminado se, na análise dos artigos, for identificada a não  
pertinência para esta pesquisa. Os termos utilizados na estratégia de busca estão organizados no  
Quadro 1.  
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Quadro 1 - Estratégia de busca  
"artificial intelligence"  
AND "Habermas"  
AND "Theoryofcommunicativeaction"  
OR "communicativeaction"  
Fonte: Dados da pesquisa.  
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A busca resultou em 7 registros, sendo 3 artigos de periódicos e 4 trabalhos publicados  
em anais de evento ou em revistas que publicaram. Ou seja, todos artigos. Não houve  
duplicidade de documentos.  
O Quadro 2 apresenta as informações dos artigos e as referências de Habermas utilizadas  
em cada artigo.  
Quadro 2 - Registros recuperados e referências de Habermas utilizadas  
Autor(es)/Título  
Referências de Habermas  
1. ROSER, Andreas. Warum sprechen Menschen mit Maschinen? Habermas  
J.,  
Theorie  
des  
Information - Wissenschaft & Praxis, [S.L.], v. 69, n. 5-6, p. 249-256, Kommunikativen Handelns, 1/2, (1971)  
6 nov. 2018.  
2. WANG, Hao. Algorithmic Colonization of Love. Techné: Research Habermas J., Technology and Science  
in Philosophy and Technology, [S.L.], v. 27, n. 2, p. 260-280, 2023.  
as ‘Ideology, Toward  
a
Rational  
Society, pp. 81-127, (1970);  
Habermas J., The Theory of  
Communicative Action: Lifeworld and  
Systems, a Critique of Functionalist  
Reason, 2, (1987)  
3. NATALINA, Nataliia. Digital communication transformation as a Habermas  
J.,  
The  
Structural  
factor of delegitimization of political institutions. European Political Transformation of the Public Sphere:  
And Law Discourse, [S.L.], v. 8, n. 5, p. 132-139, 2021.  
An Inquiry into a Category of Bourgeois  
Society, (1989)  
4. DIETZ, Jan L. G.. Understanding and Modelling Business Processes Habermas  
with DEMO. Lecture Notes In Computer Science, [S.L.], p. 188-202, Kommunikatives Handelns, Erster  
1999. Band, (1981)  
5. FETZER, Anita. Non-acceptances: re- or un-creating context?. Habermas  
J.,  
Theorie  
Des  
J.,  
Theorie  
Des  
Lecture Notes In Computer Science, [S.L.], p. 133-144, 1999.  
Kommunikativen Handelns, (1987)  
6. LEMAÎTRE, Christian; FALLAH-SEGHROUCHNI, Amal El. A Habermas  
J.,  
Postmetaphysical  
Multiagent Systems Theory of Meaning Based on the Habermas/ Bühler Thinking, (1996)  
Communicative Action Theory. Lecture Notes In Computer Science,  
[S.L.], p. 116-125, 2000.  
8
7. RICHARDSON, Sandra M.; COURTNEY, James F.; WAGNER, Habermas  
J.,  
The  
Structural  
Gerald R. DISCOMAP: A System to Support Distributed Cognition in Transformation of the Public Sphere:  
Inquiring Organizations. In: AMERICAS CONFERENCE ON An Inquiry into a Category of Bourgeois  
INFORMATION SYSTEMS, 11., 2005. AMCIS 2005: A Conference Society, (1989)  
on a Human Scale. Proceedings... AMCIS, 2005.  
Fonte: Dados da pesquisa.  
As pesquisas relacionadas no Quadro 2 estão presentes em publicações da área de  
informação, direito e tecnologia. Já os artigos originalmente apresentados em eventos e  
publicados posteriormente em periódico são da área de ciência da computação. Os documentos  
mais antigos são do ano de 1999 (dois registros). Os demais documentos são de: 2000, 2005,  
2018, 2021 e 2023, com um registro cada um. Outra informação sobre as publicações é que,  
embora de uma base de dados com diversos documentos com acesso restrito a assinaturas, 3  
artigos são de acesso livre, sendo os três de periódicos. Esse dado corrobora com a popularidade  
do periódico científico na academia, uma vez que apresenta resultados mais rápidos se  
comparado aos livros, são os documentos mais comumente recuperados em bases de dados e  
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muitos com acesso aberto imediato ou com algum embargo. Quanto ao idioma, são 5  
documentos em inglês, um em alemão e 1 em ucraniano.  
A Figura 1 ilustra os principais termos utilizados nas palavras-chave e indexação dos  
artigos na Scopus.  
Figura 1 - Nuvem de palavras-chaves utilizadas para identificação dos documentos  
9
Fonte: Dados da pesquisa.  
Os termos "Discurso", "Cognição", "Linguagem"/"Linguística" e "Decisão" possuem  
destaque na imagem, além da "Teoria do Agir Comunicativo" e "Inteligência artificial" e os  
demais que ilustram. São termos comuns nos estudos de Habermas e indicam que os autores  
direcionaram suas pesquisas conforme o objetivo deste estudo. Na próxima seção será possível  
observar como foi a aplicação dos termos ao restante da pesquisa e discutir, brevemente, os  
principais pontos.  
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4 DISCUSSÃO  
Esta seção realiza a análise dos textos recuperados e são apresentados os principais  
objetivos e resultados de cada documento. As análises serão sustentadas na teoria do agir  
comunicativo de Habermas.  
Artigo 1: Roser (2018) questiona o motivo das pessoas falarem com as máquinas. Para  
o autor, a comunicação entre as pessoas com máquinas ocorre uma vez que estas parecem atuar  
como seus parceiros de comunicação de escolha para diferentes objetivos de comunicação. Os  
robôs de fala, ou chatbots, se comunicam com os consumidores de forma consensual,  
independentemente das pessoas envolvidas. Essa comunicação ocorre de forma não violenta,  
sem discrepâncias, tematicamente abertos e ilimitados no tempo.  
O autor afirma que oHabermas não percebeu na teoria da ação comunicativa o perigo  
de ser aplicável à comunicação com máquinas e as consequências não triviais para sua análise  
de aplicação. A TAC discute a relação entre tecnologia, sociedade e racionalidade sob um  
ponto de vista filosófico e sociológico, sendo o foco a moralidade, a ética, a moralidade e as  
implicações sociais das tecnologias. O século XX e a era da informação são marcados pelo  
avanço acelerado das tecnologias da comunicação e informação. Dessa forma, para Habermas  
prever como estaria o uso nas últimas décadas seria utópico.  
Artigo 2: No artigo seguinte, Wang (2023) discute a projeção do amor e o uso da  
inteligência artificial nos aplicativos de relacionamentos. A função da IA é identificar, em um  
grande banco de dados, perfis com correspondência com o usuário, o famoso "match" de um  
dos aplicativos mais populares deste segmento. De acordo com a pesquisa, as relações amorosas  
são invadidas por regras criadas por um algoritmo. Esse algoritmo delega a função de tomada  
de decisões sobre a vida amorosa das pessoas e teve como base a tese de colonização do mundo  
da vida. A pesquisa de Wang é centrada na colonização do mundo da vida de Habermas.  
A tese da colonização do mundo consiste no resultado de profundo processo de  
argumentação no qual é reconstruído e apropriado de críticas de princípios teóricos de filosofia  
e ciências sociais (Siebeneichler, 2018). A colonização do mundo da vida é quando a lógica do  
sistema – como a economia, e a tecnologia - invade e domina o mundo da vida. Esse domínio  
pode ocorrer na esfera pública, na cultura e nas relações sociais, como o caso dos aplicativos de  
relacionamento. Entre as consequências da colonização do mundo da vida estão a perda da  
autonomia individual, a desintegração da comunidade, o declínio da esfera pública, a  
dominância da lógica do sistema e a perda de significado e do propósito (Habermas 1996; 2000;  
2012).  
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Artigo 3: A transformação da comunicação em rede digital como um dos fatores que  
diminuem a confiança nas instituições políticas no contexto da pandemia global de Covid-19 é  
o foco da pesquisa de Natalina (2021). Entre os autores utilizados para a base teórica do estudo,  
a teoria da ação comunicativa de Habermas é a primeira citada. É sugerido que o uso da  
inteligência artificial restringe a liberdade de comunicação digital. Além disso, outros agentes  
limitadores das liberdades digitais são a censura de redes sociais por gigantes da tecnologia e a  
transferência de mensagens, por vezes manipuladas, em canais fechados que ocorrem nos  
aplicativos mensageiros. Essas atividades restringem o potencial de discussão e consenso como  
pré-requisito para a democracia representativa.  
A Teoria do Agir Comunicativo de Habermas oferece uma abordagem rigorosa para  
entender o consenso como um objetivo fundamental da comunicação humana (Habermas,  
2012). Para alcançar um consenso racional entre os participantes é necessária a compreensão  
mútua e o acordo sobre o significado das ações e declarações: através do bloqueio ou censura  
das redes sociais e envio unilateral de mensagens falsas ou manipuladas não é possível que  
exista o consenso. A informação é parte da comunicação nas interações mediadas pela  
linguagem (Lima, Gonçalves, Maia, 2023) então, ao ter informações manipuladas ou negadas,  
não há uma comunicação eficiente.  
Artigo 4: No artigo seguinte, Dietz (1999) apresenta uma metodologia para modelar,  
(re)projetar e (re)engenharia de organizações. Esse recurso, denominado DEMO (Dynamic  
Essential Modeling of Organizations), DEMO é uma perspectiva relativamente nova e  
promissora sobre processos de negócios e sistemas de informação, chamada de Perspectiva  
Linguagem/Ação. Possui base teórica em três fontes científicas de inspiração. A primeira é a  
Teoria da Ação Comunicativa de Habermas. As outras duas são a Escada Semiótica de Stamper  
e a Ontologia de Bunge.  
11  
Ao longo da pesquisa, o autor demonstra a aplicação da ferramenta em cerca de 50  
projetos de diferentes tipos em várias organizações. Em todos, o fator de sucesso foi o mesmo.  
Embora a inteligência artificial não tenha sido diretamente abordada nesta pesquisa, observa-se  
que a TAC foi associada ao uso de tecnologias.  
Artigo 5: Fetzer (1999) começa o texto discutindo a complexidade do significado de  
"NÃO" na linguagem natural. Assim, se no discurso em linguagem natural consistisse apenas  
na transmissão de informações, tanto dizer NÃO quanto interpretar o significado comunicativo  
do NÃO seria uma questão bastante direta, pois o ato de comunicação NÃO apresentaria  
informações explícitas, como eu não concordo com você, eu rejeito seu convite ou você não  
está dizendo a verdade. No entanto, no discurso da vida real, o ato de comunicação NÃO  
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dificilmente é realizado abertamente no registro, mas frequentemente mitigado para evitar  
potenciais ameaças aos desejos/necessidades dos participantes.  
Assim, as Não Aceitações ou Recusas (Non-acceptances) são discutidas na teoria dos  
atos de fala, lógica e conversação e análise de discurso com referência especial a como o  
contexto é acomodado. A TAC, nesta pesquisa, atua na sistematização dos resultados e na  
estrutura de alegações de validade positiva/negativa baseadas na contextualização da teoria de  
ações comunicativas de Habermas. Aqui, novamente é aplicada o conceito da linguagem como  
meio de comunicação e entendimento mútuo para a tentativa de um consenso.  
Artigo 6: Lemaître e Fallah-Seghrouchni (2000) propõe, com base na teoria da Ação  
Comunicativa de Habermas/Bühler, uma nova estrutura que vai além da teoria clássica do ato  
de fala e suas interpretações intencionalistas. É introduzida uma teoria abrangente do  
significado para atos de comunicação, assumindo que o conteúdo de enunciados da linguagem  
natural pode ser classificado em três domínios diferentes do discurso, cada um com um tipo  
diferente de validação semântica: o domínio dos fatos objetivos, o domínio interno ou subjetivo  
do remetente e o domínio relacional social do remetente e do destinatário.  
Seguindo Habermas, é introduzido uma mudança crucial na abordagem da interação do  
agente, focando nas questões de controle da conversação, no destinatário e não no remetente.  
Afirmamos que essas duas novas abordagens de interações multiagentes permitirão controlar e  
gerenciar as interações complexas entre agentes em aplicações abertas do mundo real. Neste  
registro não houve na listagem das referências à obra específica de Habermas, teoria do agir  
comunicativo: todavia, a TAC é citada ao longo do texto uma vez que a obra consultada foi O  
Pensamento Pós-Metafísico.  
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Artigo 7: Por fim, Richardson, Courtney e Wagner (2005) apresentam o DISCOMAP.  
Trata-se de um sistema que testa os princípios de design revisados usando fóruns de discussão  
e o The Planners Laboratory©, um novo pacote de software que fornece modelagem avançada,  
recursos gráficos e de rede para fornecer modelos compartilháveis com interfaces visuais  
envolventes para tomadores de decisão. O uso da teoria do agir comunicativo neste trabalho  
está ligada ao argumento que a comunicação é uma parte vital da aprendizagem organizacional  
e da cognição distribuída. Para o autor, a aprendizagem organizacional integra a TAC quando  
aborda a fala ideal e a comunicação discursiva de Habermas. Este trabalho não aborda  
diretamente a inteligência artificial mas faz a interligação entre a TAC e o uso de tecnologias  
que realizam análises: ou seja, "máquinas" que executam atividades que poderiam ser  
executadas por humanos, neste caso, tomada de decisões.  
LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 11, ed. especial, p. 1-16, e-7366, nov. 2024  
ARTIGO  
A conexão que é possível inferir entre a inteligência artificial, Jürgen Habermas e a  
teoria do agir comunicativo é a possibilidade de discussões a análises profundas de como a  
tecnologia pode interagir ou interferir com a humanidade, racionalidade e a ética. Para  
Habermas (2012) a tecnologia deve se desenvolver e agir com o propósito de gerar comunicação  
e colaboração do ser humano sem que exista domínio ou controle durante as suas interações.  
Ou seja, um entendimento mútuo, responsável pelo entendimento da comunicação ativa e da  
ação coordenada entre os indivíduos.  
Na análise dos artigos recuperados na busca na base de dados foi possível observar os  
benefícios que o uso da inteligência artificial pode trazer em diferentes processos, mas também  
as preocupações com a delegação de atividades humanas para as máquinas. Afinal, a máquina  
é capaz de dialogar além da sua programação? Para Habermas (2012) o desenvolvimento moral  
ocorre através do diálogo e as máquinas possuem uma capacidade limitada para tanto. Por  
exemplo, os chatbots possuem um número limitado de respostas que, quando eliminados, é  
oferecido o atendimento através de outro meio, como atendimento humano ou envio de e-mail.  
Além disso, muitas vezes não compreendem as perguntas, tendo que ser refeitas diversas vezes  
até que haja um entendimento.  
Para Lima, Gonçalves e Maia (2023) o uso do discurso é uma forma especial de agir  
comunicativo com o fim de construir entendimento subjetivo. Ou seja, o discurso é o meio  
utilizado para a resolução de conflitos sobre algo no mundo, além de construir acordos teóricos  
e práticos. O discurso entre sujeitos tem ainda a função de validação pragmática de expressões  
e representações do mundo da vida.  
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Nos exemplos das obras cinematográficas apresentadas no início da pesquisa, as  
máquinas foram incapazes de considerar os interesses de todos os envolvidos: não apenas  
seguiram a missão que receberam como não houve a busca de igualdade e justiça na tomada de  
decisões através da ética do discurso. E ocorre justamente por essa capacidade limitada das  
máquinas. Situação similar ocorre no caso das análises de processos do INSS, quando a análise  
dos documentos não considerou outros fatores além do que havia programado. Dessa forma, o  
que deveria ter sido uma ação para agilizar o atendimento, acabou negando benefícios.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 11, ed. especial, p. 1-16, e-7366, nov. 2024  
ARTIGO  
A atualidade de Habermas e das suas teorias não são relacionadas diretamente aos usos  
e implicações da inteligência artificial na sociedade. As ideias do filósofo se conectam, de forma  
indireta, com a IA e proporcionam reflexões sobre o tema. A relação da sociedade com a  
tecnologia, a teoria do agir comunicativo e a ética do discurso são alguns pontos que ilustram a  
afirmação.  
Os documentos recuperados através do uso de estratégia de busca específica na base de  
dados Scopus fornecem resultados para fomentar a discussão sobre o uso da teoria do agir  
comunicativo não só na inteligência artificial mas das tecnologias. Os trabalhos abordam  
diferentes aspectos da TAC, e a análise desses documentos possibilita reflexões críticas  
sustentadas em Habermas. As pesquisas tratam desde o uso de ferramentas com as tecnologias  
da IA até os impactos causados na sociedade através de uma "terceirização" da escolha de  
parceiros para relação amorosa, das conversas com máquinas e na disseminação unilateral de  
informações manipuladas.  
A discussão sobre os usos e limites da inteligência artificial é um tema atual,  
tendo diferentes abordagens há décadas e sendo objeto de estudo de diferentes áreas do  
conhecimento. A comunicação, por exemplo, ao analisar produções cinematográficas, a  
filosofia ao debater os embates éticos e a ciência da computação com olhar técnico porém por  
vezes combinado com um debate crítico sobre as aplicações da IA: as áreas conversam entre si  
em diferentes perspectivas sobre o mesmo tema. Os registros recuperados representam a um  
viés específico, qual seja, a IA através do olhar habermasiano sustentado na teoria do agir  
comunicativo.  
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O que este artigo orienta é o potencial uso crítico da filosofia para os estudos da  
Inteligência Artificial, particularmente da filosofia da linguagem. O destaque para Habermas  
neste trabalho radicaliza abordagens teóricas e abre espaço para outros autores. Uma das  
questões que merece ser observada e discutida é a filosofia da técnica, com estudos e autores  
que têm longa tradição, por exemplo, com Martin Heidegger e os críticos da Escola de Frankfurt  
da primeira geração (Adorno, Horkheimer, Marcuse e outros).  
LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 11, ed. especial, p. 1-16, e-7366, nov. 2024  
ARTIGO  
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