Normatividade algorítmica e dominação tecnológica

desafios ético-jurídicos à autonomia e à liberdade em sistemas inteligentes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21728/logeion.2025v12n1e-7737

Palavras-chave:

Regulação da Inteligência Artificial; Direitos Fundamentais; Risco Sistêmico; Princípio da Não-dominação; Autonomia informacional

Resumo

Este artigo examina criticamente os impactos éticos e jurídicos da normatividade algorítmica, especialmente no contexto de sistemas de Inteligência Artificial que operam com crescente autonomia, opacidade e capacidade de regulação informal. Parte-se da hipótese de que esses sistemas inauguram um regime concorrente ao Direito, reconfigurando relações de poder e afetando a autonomia dos sujeitos. Com base em uma abordagem sistêmica, relacional e ética, defende-se que a dominação exercida por algoritmos exige uma resposta normativa capaz de restabelecer condições equitativas de liberdade, participação e responsabilidade. Sustenta-se, por fim, a necessidade de instituir mecanismos regulatórios que enfrentem as formas tecnológicas de opressão e exclusão, reafirmando os compromissos democráticos diante da expansão dos sistemas inteligentes.

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Biografia do Autor

  • Eloisa Samy Santiago, UFRJ

    Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; Pós-graduada com Especialização em Gênero e Direito pela Escola da  Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ; Advogada.

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Publicado

02/10/2025