Investigando o sujeito (digital)
proêmio à pesquisa em uma teoria crítica
DOI:
https://doi.org/10.21728/logeion.2025v12ne-7789Palavras-chave:
Filosofia da informação. Sujeito. Subjetividade. Teoria críticaResumo
A crescente utilização de plataformas digitais baseadas em algoritmos tem transformado profundamente as dinâmicas de poder e de controle. Esses sistemas automatizados conformam comportamentos em consonância com as lógicas neoliberais que, para além da vigilância, modulam subjetividades, reconfigurando as noções de sujeito. Argumenta-se a necessidade de repensar as formas tradicionais de análise crítica, abrindo espaço para investigações sobre como o poder incide na constituição dos sujeitos através das tecnologias digitais que, enquanto dispositivos técnicos e políticos, reconfiguram o sujeito a partir da potencialização das formas contemporâneas de controle. Dessa forma, partindo da noção da teoria crítica, como aportada pela Escola de Frankfurt, advoga em favor de abordagens ligadas às mutáveis práticas sociais, devendo ser revisitadas para não lograr a repetição de construtos criados e utilizados contextualmente, gerando falhas argumentativas ligadas à própria velocidade social imposta pela aceleração do capitalismo.
Palavras-chave: Filosofia da informação. Sujeito. Subjetividade. Teoria crítica.
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