Linguagem, discurso e cidadania
a construção e a reconstrução de normas democráticas
DOI:
https://doi.org/10.21728/logeion.2025v12ne-7813Palavras-chave:
Linguagem. Direito. Cidadania.Resumo
A linguagem perpassa a construção do indivíduo assim como qualquer forma de vida social. Não é possível pensar uma comunidade, um país sem vislumbrar cidadãos que o componha e nem uma dinâmica de convivência respeitando a individualidade e as estruturas comuns sem a clareza dos deveres e direitos de cada um. Este artigo tem como objetivo refletir sobre a interligação da linguagem como elemento fundamental para pensar a cidadania e o acesso à justiça. Para tanto, conta-se com uma revisão bibliográfica sobre obras que reflitam os conceitos destes termos e aquelas que já se dedicaram a pensar a relação da linguagem no mundo do direito assim como ela no exercício da cidadania. O que o artigo evidencia é a importância da construção, diversificação e garantia de espaços onde as potencialidades da linguagem possam ser desenvolvidas e exercitadas, considerando que o usufruto de local e seguridade para se expressar, para acessar mecanismos de entendimentos dos códigos utilizados na comunicação com os outros integrantes já é a base que viabiliza o exercício da cidadania e que compartilha em diversos níveis o mesmo solo onde se ergue os objetivos da esfera jurídica. Por fim, por ser a cidadania e o direito componentes vitais na arquitetura das sociedades modernas e estas construídas a partir da linguagem, carregam assim seu caráter vivo, dinâmico e relacional.
Palavras-chaves: Linguagem. Direito. Cidadania.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Silvio. O que é racismo estrutural. Belo Horizonte: Letramento; São Paulo: Pólen, 2019.
BARBOSA, Rui. Oração aos moços. Pref. Randolfe Rodrigues; Christian Edward Cyril Lynch. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2019. 74 p.
CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
DALLARI, Dalmo de Abreu. O que são direitos da pessoa. 10. ed. rev., 2. reimpr. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994. eBook
FERREIRA, Mateus de Moura, RIBEIRO, Mayra Lazzarini Silveira. A RACIONALIDADE COMUNICATIVA. Rev. Athenas, vol. I, ano. III, jan.-jul. 2014. Disponível em: https://www.fdcl.com.br/revista/site/download/fdcl_athenas_ano3_vol1_2014_artigo6.pdf.
A história do ensino jurídico no Brasil. OAB — Ordem dos Advogados do Brasil. Brasília, 29 ago. 2022. Disponível em: https://www.oab.org.br/noticia/60148/a-historia-do-ensino-juridico-no-brasil.Acesso em: 22 ago. 2025.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 20. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. 288 p. Título original: Surveiller et punir.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/espanhol/pdf/pedagogia_do_oprimido.pdf. Acesso em: 23 out. 2025
GRIGOROWITSCHS, Tamara. O conceito “socialização caiu em desuso? Uma análise dos processos de socialização na infância com base em Georg Simmel e
Georg H. Mead. Rev. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 29, n. 102, p. 33-54, jan./abr. 2008.
HABERMAS, Jürgen. A nova intransparência: a crise do Estado de bem-estar social e o esgotamento das energias utópicas. Trad. Carlos Alberto Marques Novaes. Novos Estudos, n.18, setembro, 1987.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Tradução de Guido Antônio de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. (Biblioteca Tempo Universitário, n. 84. Estudos Alemães)
HABERMAS, Jürgen. Direito e Democracia: entre facticidade e validade. vol. I. Trad. Flávio Beno Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
LAGES, Margarida. Os desafios da linguagem jurídica para uma comunicação eficiente. Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Belo Horizonte, v. 55, n. 85, p. 169-208, jan./jun. 2012.Disponível em: https://as1.trt3.jus.br/bd- trt3/bitstream/handle/11103/27225/margarida_lages.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 19 ago.2025.
MARSHALL, T. H. Cidadania, classe social e status: introdução do prof. Phillip C. Schmitter, tradução de Meton Porto Gadelha. Imprenta: Rio de Janeiro, Zahar, 1967.
MARTINS, Rodrigo Almeida. Direito e integração social na teoria da sociedade de Jürgen Habermas. Revista Eletrônica Direito e Política, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica da Itajaí, 2019, v.14, n.2, 2º www.univali.br/direitoepolitica - ISSN 1980-7791
MERLADET, Fábio André Diniz. Ecologia de saberes nos currículos escolares. Rev. Educação e Cultura Contemporânea Estácio, Rio de Janeiro, v. 21, p. 019-021, 2024. Disponível em: https://mestradoedoutoradoestacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/reeduc/article/view/11388/47968599. Acesso em: 14 ago. 2025.
OLIVEIRA, Ailza de Freitas; BORGES, Maria Creusa de Araújo. Impactos da Ecologia dos Saberes na Educação, Revista Educação Pública, Qualis B1 - quadriênio 2017-2020 CAPES, 2018. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/18/6/impactos-da-ecologia-de-saberes-na-educao.
RIBEIRO, Djalma. O que é: lugar de fala?.Belo Horizonte: Letramento, 2017.
SEVERO, Renata Trindade. Língua e linguagem como organizadoras do pensamento em Saussure e Benveniste. Entretextos, Londrina, v.13, n.1, p.80-96, jan./jun.2013.
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
A revista é publicada sob a licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 4.0 Internacional.
O trabalho publicado é considerado colaboração e, portanto, o autor não receberá qualquer remuneração para tal, bem como nada lhe será cobrado em troca para a publicação.
Os textos são de responsabilidade de seus autores.
É permitida a reprodução total ou parcial dos textos da revista, desde que citada a fonte.
