Teoria crítica e patologias sociais
suas esferas e análises dos impactos
DOI:
https://doi.org/10.21728/logeion.2025v12ne-7819Palavras-chave:
Teoria Crítica. Patologias sociais. Vícios institucionais.Resumo
A análise das patologias sociais fundamenta-se na Teoria Crítica, especialmente em Axel Honneth (2016), que utiliza os termos “diagnóstico” e “patologia” em analogia à medicina. Com base nessa perspectiva, o grupo do Observatório Global de Patologias Sociais da Universidade Federal de Pelotas, criado em 2018, dedica-se a investigar e definir o conceito de patologia social. O Observatório reúne pesquisadores de diferentes áreas das ciências humanas, sociais e da saúde, com foco na produção de diagnósticos, análises conceituais e propostas de intervenção voltadas à qualidade de vida. A transversalidade das ações é orientada pelos fatores C+T: o “C” refere-se ao fazer coletivo, baseado em cooperação e coautoria entre pesquisadores; o “T” representa a transversalidade, que promove a interconexão entre distintas áreas do conhecimento. As patologias são analisadas em três esferas, individual, coletiva/social e institucional, considerando aspectos clínicos, psicológicos e de políticas públicas. Os dados obtidos, a partir de produções como o Glossário de Patologias Sociais (PIZZI et al., 2021) e de plataformas de pesquisa, revelam a contribuição do Observatório na articulação interdisciplinar entre filosofia, sociologia, saúde e educação. A proposta de inclusão de uma quarta esfera, ambiental-ecológica, amplia o alcance das análises, permitindo compreender os sofrimentos sociais como fenômenos complexos que demandam abordagens múltiplas e integradas.
Palavras-chave: Teoria Crítica. Patologias sociais. Vícios institucionais
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