ARTIGO
exigem inteligência humana, como escrever, resolver problemas e tomar decisões de forma
autonomatizada num grau de emulação como se fosse humana. Imagine que você está
ensinando uma criança a aprender algo, mas de um jeito super rápido e eficiente.
Segundo Nicolelis (2024), um século depois que a lógica digital e os primeiros
circuitos digitais emergiram do trabalho de Alan Turing e Claude Shannon, estamos diante de
um novo cenário, onde a maioria dos países do mundo já tinha aberto mão de todo o seu poder
de decisão em prol de ferramentas digitais criadas pelas BigTechs.
[...] e depois que máquinas baseadas neste novo tipo de lógica foram anunciadas aos
quatro ventos como as salvadoras de tudo que havia de errado nas sociedades
humanas, a solução para todas as “ineficiências” que abundam em todos os aspectos
do modo tradicional da vida humana, os computadores digitais, os sistemas “espertos”
baseados na chamada inteligência artificial, como aquele agora mais do que superado
ChatGPT, e seus filhotes conseguiram ser bem-sucedidos na sua tarefa de transformar
a maioria de nós em meros zumbis digitais orgânicos (Nicolelis, 2024, p. 106).
O machine learning está presente em diversas áreas e atividades do cotidiano, muitas
vezes sem que as pessoas percebam. É importante notar que as máquinas com IA não têm
consciência ou vontade própria, seguindo apenas os comandos dados por humanos.
A IA é tipo um superpoder para a humanidade executar diversas ações das mais
simples às mais complexas! Ela pode automatizar tarefas repetitivas, agilizar processos e nos
ajudar a tomar decisões mais inteligentes. Mas como todo poder, depende de grandes
responsabilidades. Precisamos entender, principalmente, que não é inteligente entender a IA
como substituta do ser humano. Segundo Aston, (2024), a IA não está aqui para tirar trabalho,
e pode torná-lo mais fácil. Embora a IA possa automatizar muitas tarefas, os humanos
continuam sendo essenciais para garantir a qualidade e a integridade do trabalho (Aston, 2024).
A inteligência artificial pode trazer vantagens como praticidade, velocidade e
melhoria da qualidade de serviços. Ela já está presente em diversas áreas, como na medicina,
na educação, nas finanças e, principalmente, de cabo a rabo no nosso celular. É preciso que
tenhamos a regulação porque, dentre outras coisas, ela poderá garantir e ampliar as
possibilidades de trabalhos e empregos, por criar novas oportunidades e transformar o mercado
de trabalho, criando novas áreas de atuação. Ou seja, em vez de temer, é melhor
compreendermos e abraçarmos a IA com inteligência (literalmente!).
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Os principais desafios éticos e morais relacionados à IA incluem a responsabilidade
por decisões tomadas por sistemas autônomos, a garantia de que os algoritmos sejam justos e
não discriminatórios, a proteção da privacidade e da segurança dos dados, a necessidade de
transparência no funcionamento dos sistemas, e o impacto da IA no emprego e nas relações
sociais. Note-se que no caso da IA, o impacto não será apenas quanto a postos de trabalhos
LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 1-16, e-7906, jul./dez. 2026.