https://revista.ibict.br/liinc/issue/feed Liinc em Revista 2022-06-02T17:18:46+00:00 Christine Alvarez liinc@ibict.br Open Journal Systems <p>Periódico científico orientado à reflexão crítica sobre dinâmicas de produção, circulação e apropriação da informação e do conhecimento, ante as transformações do mundo contemporâneo.</p> <p>É uma publicação do <a href="http://www.ibict.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia</a> (Ibict), editada por seu <a href="http://www.ppgci.ufrj.br/pt/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação</a>, desenvolvido em associação com a <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal do Rio de Janeiro</a> (UFRJ).</p> <p>É indexada por <a href="https://doaj.org/toc/1808-3536" target="_blank" rel="noopener">DOAJ</a>, <a href="https://latindex.org/latindex/ficha?folio=17570" target="_blank" rel="noopener">Latindex</a>, <a href="https://brapci.inf.br/index.php/res/v/708" target="_blank" rel="noopener">Brapci</a>, <a href="https://oasisbr.ibict.br/vufind/Search/Results?type=AllFields&amp;filter[]=reponame_str%3A%22Liinc%20em%20Revista%22" target="_blank" rel="noopener">OasisBR</a>, International Bibliography of the Social Sciences (IBSS), e Library and Information Science Abstracts (LISA).</p> https://revista.ibict.br/liinc/article/view/6000 Apresentação 2022-06-02T16:34:43+00:00 Philippe Léna philippe-lena@orange.fr Liz-Rejane Issberner liz@ibict.br <p>Apresentação</p> 2022-06-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Philippe Léna, Liz-Rejane Issberner https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5930 O "social" nas mudanças climáticas 2022-05-26T20:48:06+00:00 Henri Acselrad hacsel@uol.com.br <p>Considerando que a noção de Antropoceno evoca as implicações da ação humana sobre o clima e os efeitos de retorno do clima sobre as condições de vida na Terra, o texto destaca os eixos de discussão sociológica no debate sobre mudanças climáticas tal como eles vêm sendo formulados na perspectiva de quatro subdisciplinas: a sociologia dos problemas sociais, a sociologia da ciência, a sociologia das controvérsias e a sociologia da ação. Seu objetivo é o de interpelar o sentido e o lugar do “social” nos estudos correntemente elaborados por solicitação das instituições internacionais envolvidas no tratamento das mudanças climáticas, contrastando-os com a riqueza das possibilidades do debate sociológico que independe das instâncias burocráticas de governo</p> 2022-04-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Henri Acselrad https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5928 Climate Science as Counterculture 2022-05-26T20:47:32+00:00 Daniel Cunha dcunha1@binghamton.edu <p class="AbstractLiinc" style="margin: 12.0pt 0in 3.0pt 0in;">This article investigates climate science as a cultural object. By pursuing the “logic of its aporias”, it is shown that climate science emerged at the confluence of the objective development of the means of production (constituting a “planetary general intellect”) and the countercultural movement of the 60s, which put ecology at its center, but was broader than mere “environmentalism”. This resulted in the emergence of new forms of sensibility and a qualitative transformation of the natural sciences, which recognized the autonomy and complexity of nature. The constitution of climate science is reconstructed by taking the IGBP’s Amsterdam Declaration as historical archive, and by discussing biographical aspects of representative scientists, in mediation with their work and their world-historical context. Yet, the limits of climate science are those of counterculture. Climate science and its institutions preserve aspects of the previous mechanistic science as well as remaining traces of commodity fetishism</p> 2022-05-13T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Daniel Cunha https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5946 Os afetos nos artefatos da razão: caminhos críticos da verdade no Antropoceno 2022-03-16T01:28:01+00:00 Fernanda do Valle Galvão Debetto fvallegalvao@gmail.com Vinícios Souza de Menezes menezes.vinicios@gmail.com Gustavo Silva Saldanha gustavosaldanha@ibict.br <p>Trata-se de uma reflexão teórica sobre a noção de verdade objetiva associada ao artefato-linguagem “livro” (em sua ampla expressão histórica, para além do códice vegetal) como mediador determinista do conhecimento. O artigo focaliza o negacionismo científico no Antropoceno como um dos frutos do paradigma científico que contrapõe razão e afetividade, um problema ontológico da linguagem, de onde nasce a Ciência da Informação. O início do Antropoceno aqui se confunde com a máquina de reprodutibilidade da natureza encapsulada no livro, a partir do século XV. Como ciência social responsável pela organização, classificação e circulação dos saberes científicos oficializados, sua fundação - baseada no fetichismo da técnica como solução para o progresso - se mantém como um dos desafios a serem superados na contemporaneidade. Para o diálogo, parte-se da teoria trans-histórica de Lev Vygotsky, da noção de ruptura epistemológica em Bachelard e do conceito de tecnologia em Álvaro Vieira Pinto</p> 2022-05-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fernanda do Valle Galvão Debetto, Vinícios Souza de Menezes, Gustavo Silva Saldanha https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5950 A ciência e a ordem social: ensaios para disrupção do antropoceno 2022-05-26T20:47:04+00:00 Januário Nhacuongue januario@ufscar.br <p class="ResumoLiinc" style="margin: 12.0pt 0cm 3.0pt 0cm;">A conscientização sobre os riscos de degradação ambiental, colapso ecológico e exacerbação das desigualdades sociais, ainda suscita questionamentos sobre os efeitos do progresso científico-tecnológico e sobre a racionalidade econômica. Neste ensaio objetiva-se discutir o antropoceno na perspectiva do desenvolvimento sustentável, procurando situar os elementos para sua disrupção a partir do papel da ciência. Assim, os seguintes questionamentos tornam-se direcionadores: em que planos a hibridização de saberes e de culturas pode ser articulada no contexto da racionalidade ambiental pela ciência? Quais são os desafios enleados à sistematização dos saberes tradicionais na Ciência da Informação? A pesquisa utiliza métodos de pesquisa bibliográfica, numa abordagem qualitativa. O marco teórico é estabelecido na vertente da epistemologia social, a partir de estudos de ciência, tecnologia e sociedade. A discussão sobre ciência e ordem social mostrou a necessidade do fortalecimento da consciência sobre a ética e os valores da ciência, para o entrelaçamento das pautas científicas com os problemas da sociedade. Também indicou que a revolução dos campos científicos não só propicia paradigmas emergentes, a partir dos quais se pode encontrar soluções para superar o antropoceno, como também permite a interdisciplinaridade. A sistematização dos saberes tradicionais requer a sua consideração enquanto conjunto de saberes, tradições, linguagens, símbolos e rituais, objetos, gestos, crenças, valores, etc., dispersos em várias manifestações das vivências dos povos e comunidades tradicionais. E, repensar de modo crítico as teorias, os métodos, os processos, as linguagens, os sistemas, as tecnologias, etc. para sua organização e representação</p> 2022-05-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Januário Nhacuongue https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5942 Crescimento demoeconômico no Antropoceno e negacionismo demográfico 2022-05-26T20:47:35+00:00 José Eustáquio Diniz Alves andreappel@ibict.br <p>O mundo experimentou, nos últimos 250 anos, um crescimento econômico e demográfico, de tal ordem, que degradou a maioria dos ecossistemas do Planeta, provocou a perda de biodiversidade e desestabilizou o clima que havia apresentado uma impressionante estabilidade no Holoceno. Assim, gestou-se uma nova Era geológica, o Antropoceno, época em que as atividades antrópicas se constituem em uma força tão poderosa que tem sido capaz de sobrepassar a capacidade de carga da Terra. O objetivo deste artigo é mostrar como o impacto do crescimento econômico e demográfico influiu na sobrecarga ambiental e na elevação das emissões de carbono, que são vetores inequívocos do agravamento da crise climática e ambiental. Para tanto será utilizado, por um lado, a metodologia que relaciona a Pegada Ecológica e a Biocapacidade da Terra para mensurar, tanto o déficit ecológico global, quanto o déficit por categorias de renda. Por outro lado, serão avaliadas as correlações entre as emissões de CO2, a temperatura global e o crescimento da economia e da população. Ao contrário do que opinam os céticos e negacionistas, o artigo reforça o entendimento de que o aumento das atividades humanas sobre o meio ambiente, principalmente nos últimos 70 anos, tem rompido os limites das fronteiras planetárias. E, embora o aumento do volume global da produção de bens e serviços deva ser considerado o principal fator desestabilizador do Sistema Terra, não se pode desconsiderar a contribuição do crescimento demográfico para a ampliação do déficit ecológico global</p> 2022-05-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 José Eustáquio Diniz Alves https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5968 O Antropoceno como aceleração do aquecimento global 2022-05-26T20:48:12+00:00 Luiz Marques luiz.marques4@gmail.com <p>O conceito de Antropoceno refere-se primariamente ao aumento da escala da interferência antrópica no sistema Terra, mas também à aceleração desse aumento. A combinação desses dois fatores – escala e velocidade – molda o sistema Terra de modo mais decisivo do que a interferência de fatores não antrópicos, promovendo um colapso do tempo geológico no tempo histórico. Pomos aqui em evidência duas fases da aceleração desse aquecimento (1970-2015 e 2016-2040), com suas consequências mais imediatas e dramáticas: maior frequência de novos recordes de calor e intensificação das ondas de calor extremo, que têm matado mais e mais pessoas e ameaçam a habitabilidade do planeta em latitudes de grande densidade demográfica já no horizonte dos próximos decênios</p> 2022-04-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luiz Marques https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5948 Negacionismo climático e desinformação online: uma revisão de escopo 2022-05-26T20:47:11+00:00 Rose Marie Santini marie.santini@eco.ufrj.br Carlos Eduardo Barros okadubarros@gmail.com <p>Esforços de síntese de evidências vêm apontando para o avanço das formas organizadas de desinformação e negação do conhecimento científico sobre a mudança climática global. Em vários países do mundo, há um forte debate sobre a difusão dessas narrativas no ambiente online e seus impactos políticos, sociais e econômicos. Neste trabalho, realizamos uma revisão de escopo aplicada às bases Web of Science e Scopus, a fim de mapear como a literatura acadêmica internacional vem descrevendo as relações entre o negacionismo da ciência sobre mudanças climáticas e o uso de campanhas de desinformação no século XXI, assim como as possíveis lacunas e apontamentos desses estudos para a agenda de pesquisas. Em todos os tipos de mídias estudados nos 31 artigos selecionados, foi identificada uma predominância de discursos contrários ao consenso científico sobre o tema, alavancada por campanhas de desinformação organizadas, inclusive, por atores governamentais. Observamos um crescimento significativo do campo nos últimos anos, assim como transformações estratégicas nas comunicações negacionistas tendendo a uma disputa maior da opinião pública sobre a ciência</p> 2022-05-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rose Marie Santini, Carlos Eduardo Barros https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5898 Information reification: fake news about Covid-19 on the website of the Brazilian Departament of Health 2022-05-26T20:47:28+00:00 Rodrigo Silva Caxias de Sousa rodrigo.caxias@ufrgs.br Patricia Valerim patricia.valerim@gmail.com <p>This study analyzes fake news published on the website of the Brazilian Department of Health about COVID-19 in 2020. It argues that different forms of disinformation were constituted into reified communicative processes. The study emphasizes the emergence of a disinformation production circuit whose logic is the trivialization of informational practices manifested through fake news. The methodology applied here is of an exploratory-descriptive work with a qualitative approach and content analysis. The analyses prompted the emergence of six categories obtained a posteriori: main theme, language, elements that make up the news, rhetorical devices, devices for attributing credibility to the news, and fact-checking procedures. It can be affirmed that the news articles found are based on instrumental compositions that articulate themes related to the pandemic in a simplistic way, with language that disregards grammar norms, and resorting to the combined use of several elements, specially through text and image, and of different rhetorical devices – with the recurrent use of authorities to attribute credibility to the news, and the presence of inconsistencies in fact-checking procedures by Department of Health. Finally, it can be affirmed that the fact-checking carried out by the Brazilian Department of Health had as reference the politicization of the disease in face of the tension between science, politics and the market, which compromises the fight against this health crisis and corroborates the instrumental logic of the information circulating on the web</p> 2022-05-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rodrigo Silva Caxias de Sousa , Patricia Valerim https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5916 WhatsApp, desinformação e infodemia: o “inimigo” criptografado 2022-05-26T20:47:45+00:00 Gustavo Teixeira de Faria Pereira gustavo_tfp@yahoo.com.br Iluska Maria da Silva Coutinho iluska.coutinho@ufjf.br <p>Em meio à pandemia da Covid-19 a questão da informação ganhou centralidade no Brasil, já que notícias falsas sobre o vírus e a negação da ciência podem levar pessoas à morte. Observou-se que elevado número de “fake news” divulgadas, mesmo em um assunto tão delicado, contribuiu para a criação de um ambiente social de infodemia e desinformação. Nesse artigo a proposta é realizar uma reflexão sobre o tensionamento informação/desinformação, potencializado com a popularização da internet e das redes sociais digitais. O foco do estudo empírico é o chamado “Gabinete do Ódio” e as circulações a ele associadas que ocorreram por meio do aplicativo de conversas WhatsApp. Para isso, recorre-se em termos metodológicos à Pesquisa Documental (Gil, 2008), tendo como universo de pesquisa sites on-line que fornecerão a materialidade da investigação e vídeos veiculados em telejornais da Rede Globo com temáticas relacionadas ao WhatsApp, Gabinete do Ódio e notícias falsas. Para o tratamento desse material será utilizada a Análise da Materialidade Audiovisual (Coutinho, 2016; 2018), método de investigação que busca compreender as complexidades de conteúdos telejornalísticos como uma unidade de texto e paratexto. Os resultados preliminares apontam para as dificuldades de se identificar e mensurar conteúdos falsos propagados no WhatsApp, sendo um dos espaços de maior atuação do Gabinete do Ódio</p> 2022-05-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Gustavo Teixeira de Faria Pereira, Iluska Maria da Silva Coutinho https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5938 O negacionismo climático e suas deletérias consequências: O filme-documentário europeu “A Campanha contra o Clima” como estudo de caso 2022-05-26T20:47:24+00:00 Thiago Pires-Oliveira thiagopires@usp.br André Felipe Simões afsimoes@usp.br Marcos Bernardino de Carvalho mbcarvalho@usp.br <p>O negacionismo climático vem sendo compreendido, particularmente pela grande maioria da comunidade científica e por atores políticos mais diretamente envolvidos com a proteção ambiental como uma mera manifestação de ignorância de parcelas da população que não tiveram acesso ao conhecimento. Porém, com atuação difusa e quase sempre oculta (ou seja, de difícil visualização por parte da “pessoa comum”), os lobistas e os formadores de opinião pública que veiculavam o discurso negacionista a respeito das mudanças climáticas conseguiram, usufruir de uma ampla liberdade para agir disseminando seu discurso para a população em geral. Muitas vezes este tipo de atuação propagandista conta com um espaço na mídia semelhante (ou até mesmo maior) do que aquele conferido, por exemplo, aos cientistas. Neste contexto, dialogando criticamente com o negacionismo climático, o filme- documentário “A campanha contra o clima”, lançado em 2020, desoculta os meios de financiamento associáveis à atuação dos negacionistas climáticos. Particularmente a atuação do lobby exercido por representantes da indústria dos combustíveis fósseis é analisada em detalhes nesta obra cinematográfica. Por meio de análises comparativas e revisão bibliográfica sistêmica, com digressões focadas no documentário em questão, objetivamos estabelecer e analisar as inter-relações entre as estratégias, em geral ocultas, da “indústria do negacionismo” e as dificuldades para a mitigação das mudanças climáticas. Como resultado, buscaremos demonstrar quão complexo e difícil tem sido, mesmo no contexto de negociações multilaterais capitaneadas pelas Nações Unidas, superar os entraves estabelecidos pela atuação lobista, em especial, da indústria mundial do petróleo, e, enfim, mitigar as mudanças climáticas</p> 2022-05-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Thiago Pires-Oliveira, André Felipe Simões, Marcos Bernardino de Carvalho https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5927 Quando a Fake News acelera o Antropoceno: O caso da Floresta Amazônica (2018-2021) 2022-05-26T20:47:57+00:00 Daniel Calbino Pinheiro dcalbino@ufsj.edu.br <p>Os últimos quatros anos, no Brasil, foram marcados por profundos retrocessos nas políticas ambientais. Um elemento agravante foi a propagação de informações falsas que visava desinformar sobre os impactos diretos da ação humana na natureza. Nesse contexto, o objetivo geral do trabalho consistiu em compreender de que forma as Fake News, ao negarem as interferências humanas no meio ambiente, tem contribuído para o aceleramento desse processo. Para tal, foi utilizado a metodologia de pesquisa documental e bibliográfica, com o uso de análise de conteúdo sobre as narrativas proferidas pelo presidente da república, entre os anos de 2018 e 2021. Os resultados apontaram que as mensagens anticiência e negacionistas do presidente fomentaram a sustentação política para o esvaziamento do monitoramento e fiscalização no contexto ambiental, bem como para os sucessivos aumentos das queimadas e desmatamentos na Floresta Amazônica. Enquanto conclusões, o trabalho coloca para a área a importância de se considerar os impactos das notícias falsas nas tentativas de se reduzir o Antropoceno, ressaltando, contudo, que a sua dinâmica tem se mostrado mais complexa do que a simples ênfase na carência de alfabetização científica e ambiental</p> 2022-04-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Daniel Calbino Pinheiro https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5939 Deixadas para morrer: sobre búfalas, desinformação e especismo estrutural 2022-05-26T20:48:03+00:00 Fabio Alves Gomes de Oliveira fagoliveira@id.uff.br Érica Quadros do Amaral amaral.erica@gmail.com <p>Neste artigo, analisamos o caso que ficou conhecido como “Búfalas de Brotas” para introduzir a discussão sobre o conceito de especismo estrutural, situando o especismo como um dos componentes do sistema de opressões. Abordamos o aspecto informacional que envolve o caso por meio das narrativas identificadas na cobertura midiática do acontecimento. Ampliamos o debate para o viés informacional, ressaltando a necessidade da inserção de elementos políticos. Contextualizamos o especismo estrutural como estratégia de elevação do agronegócio que conta com outras instituições de poder como auxiliares no enviesamento da opinião pública, favorecendo a manutenção dos interesses deste setor e sua contínua expansão em detrimento da qualidade de vida de animais não humanos e humanos. Como metodologia, adotamos a revisão bibliográfica, correlacionando o arcabouço teórico dos saberes da Ciência da Informação, Estudos Críticos Animalistas, Ecofeminismos e análise do mencionado caso paradigmático por meio de relatos divulgados pela mídia para apuração da complexa trama que chamamos de “paradoxo da opressão”, envolvendo o movimento de ativismo em defesa da causa animal, a mídia e o agronegócio. Nossas considerações finais nos direcionam ao entendimento do especismo estrutural como um problema de ordem informacional por ser produto de estratégias de desinformação e desempenhar o papel de provimento do senso comum, produção de ignorância e manutenção de estruturas de poder que asseguram sua própria existência como um modo de opressão que impacta animais não humanos e humanos</p> 2022-04-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fabio Alves Gomes de Oliveira, Érica Quadros do Amaral https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5937 Insurgências estéticas e epistêmicas no Antropoceno: povos indígenas e a retomada da Mata Atlântica no sul da Bahia 2022-05-26T20:47:07+00:00 Felipe Milanez Pereira felipemilanez@ufba.br Jurema Machado de A. Souza jurema.machado@ufrb.edu.br <p>Este artigo apresenta uma perspectiva crítica do conceito do Antropoceno a partir da ecologia política, enfatizando as desigualdades na produção da situação catastrófica de emergência climática. A partir das epistemologias indígenas, discute-se a relação entre descolonização e saídas da crise. Tendo por base um projeto de pesquisa que uniu arte indígena e mapeamento de conflitos ambientais, tratamos do caso das retomadas indígenas no sul da Bahia, a reconstrução da Mata Atlântica a partir do trabalho de três artistas indígenas: Arissana Pataxó, Glicéria Tupinambá e Olinda Muniz Wanderley (Yawar Tupinambá)</p> 2022-05-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Felipe Milanez Pereira, Jurema Machado de A. Souza https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5915 Genealogia de um imaginário: Literatura, Ciência e o Antropoceno 2022-05-26T20:47:26+00:00 Giulia Crippa giulia.crippa2@unibo.it Marco Antonio De Almeida marcoaa@ffclrp.usp.br <p>O artigo traça uma genealogia do imaginário antropocênico dos últimos dois séculos, através de obras literárias, em busca de tropos e formas culturais que moldaram a percepção pública sobre o assunto. Parte da hipótese de que estes imaginários compartilhados dizem respeito tanto às lentes usadas para interpretar os fenômenos e ações atuais, considerando as interpretações do passado, como para a definição de horizontes de possibilidade. Seleciona e discute autores pioneiros da ficção científica (Verne, Wells), autores da década de 60 até chegar à produção literária contemporânea. Conclui que a capacidade da narrativa e da imaginação artística destas obras permite estimular experiências emocionais, estéticas e de vida que possibilitam uma melhor compreensão do Antropoceno e suas implicações</p> 2022-05-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Giulia Crippa, Marco Antonio De Almeida https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5884 “Somos o que comemos!”: Uma reflexão da política de cuidado ecofeminista plasmada na prática da agroecologia 2022-05-26T20:48:18+00:00 Luísa de Pinho Valle luisadepinhovalle@gmail.com <p>Objetivo compartilhar uma reflexão sobre a política de cuidado ecofeminista presente na produção alimentar agroecológica. Esta análise é desenvolvida a partir de uma hermenêutica ecofeminista. Parto da revisão de literatura, interdisciplinar e pluriepistemológica, que enfrenta os valores andro-antropocêntricos que constituem a base do capitalismo-financeiro global. Este sistema econômico, que perpetua lógicas de poder, sociopolítico e econômico, originadas no sistema patriarcal e na ideologia colonial, está a levar-nos à destruição irreversível na escala planetária. Conhecimentos e práticas ecofeministas abrem possibilidades para a sociedade humana reconectar sua natureza terrestre e, consequentemente, romper com a economia de morte presente no mundo em nossos dias. Escolho direcionar minha leitura para uma política de cuidado relacional com a comida. Isto porque verifico as interconexões existentes e as transformações possíveis que o alimento proporciona à realização de uma economia da vida, contrariando a fatalidade que ameaça a comunidade Terra.</p> 2022-04-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luísa de Pinho Valle https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5876 Knowledge construction in the community of fishing women in the region of Guaraqueçaba – PR 2022-05-26T20:47:51+00:00 Elaine Mandelli Arns elaine.arns@ifpr.edu.br Faimara do Rocio Strauhs faimara@utfpr.edu.br <p>In the knowledge dynamics, women's craft communities form a great ba: knowledge-sharing space. The objective of this article is to establish the dynamics of the process of knowledge construction and professional belonging in the Community of Practice of professional artisanal fisherwomen, in the region of Guaraqueçaba – PR – Brazil – in the light of the Actor-Network Theory, with an approximative approach to the SECI MODEL, a classic in the field of Knowledge Management. Applied, exploratory-descriptive and explanatory research was used as a methodology, with observant participation and mixed methods in the treatment of data, favoring the life stories, communal interactions and day-to-day activities of the involved fisherwomen. Findings: The network of human and non-human elements, the process of knowledge creation, was mapped establishing a comparison between the model proposed in this community and the SECI Model. It was confirmed that the SECI Model also applies outside formal organizations. In the analysis of communities of practice, the concept of communities of practice was expanded, in this context, to a community of women's craft. Research limitations: The shyness of the fisherwomen, the rainy weather not allowing for research or fieldwork, the slow pace of time on the way life passes in those communities; all these, require an adaptation from outsiders</p> 2022-05-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Elaine Mandelli Arns, Faimara do Rocio Strauhs https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5912 O ecofeminismo como perspectiva em pesquisas científicas 2022-05-26T20:47:48+00:00 Gilberto Gomes Cândido ggcandido@ufpa.br Franciele Marques Redigolo franciele@ufpa.br Marise Teles Condurú marise@ufpa.br Camila do Nascimento Brito camilabritoufpa2019@gmail.com Carla Patricia Lima Silva carlalima82@gmail.com <p>A pesquisa apresenta como tema o ecofeminismo como contributo em pesquisas científicas nacionais. Posto o tema, a pesquisa configurada como exploratória, com base empírica, objetivou identificar os assuntos, em qualquer área do conhecimento, em periódicos científicos nacionais, que estão sendo discutidos sob a ótica do ecofeminismo. A metodologia consistiu em levantamento e estudo da literatura especializada para o aporte teórico e coleta de dados. Para a coleta, foram realizadas pesquisas bibliográficas no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, visando coletar os assuntos de artigos científicos de periódicos em língua portuguesa, por meio de seus títulos, resumos e palavras-chave, em qualquer área do conhecimento que envolvessem o ecofeminismo como perspectiva. Os resultados apresentam poucas pesquisas abrangendo o ecofeminismo como perspectiva, sendo 11 artigos identificados, porém demonstrou o potencial do ecofeminismo como visão em diferentes assuntos. Assim a pesquisa infere, com base nos resultados, que diferentes assuntos da sociedade envolvendo o gênero e a natureza, precisam ser mais discutidos sob o olhar do ecofeminismo, por trazer alternativas e compreensões a partir da visão da mulher, e reflete, neste sentido, a necessidade de mais pesquisas que contemplem fatos ou fenômenos no âmbito nacional, uma vez que, o Brasil detém histórica e acentuada dominação socioambiental</p> 2022-05-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Gilberto Gomes Cândido, Franciele Marques Redigolo, Marise Teles Condurú, Camila do Nascimento Brito, Carla Patricia Lima Silva https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5909 El conocimiento situado en la Bibliotecología y Ciencia de la Información (CI): desafíos en el Antropoceno 2022-05-26T20:47:54+00:00 Natalia Duque-Cardona natalia.duque@udea.edu.co Maria Camila Restrepo-Fernández mcamila.restrepo@udea.edu.co <p>Este artículo presenta el concepto de conocimiento situado desarrollado por Donna Haraway como posibilidad para transformar la perspectiva clásica de la Bibliotecología y la CI a la luz de los desafíos del Antropoceno y especialmente como idea que contribuye a la reducción de las desigualdades sociales mediante el acceso al capital cultural. Tomando como marco analítico la interculturalidad y en diálogo con teorías sociales como la interseccionalidad (Kimberlé Crenshaw; Patricia Hill Collins), el saber situado (Donna Haraway) y las escalas de justicia (Nancy Fraser) planteamos una serie de reflexiones que pueden contribuir a la reconfiguración de las disciplinas científicas en perspectiva crítica latinoamericana, vinculando la interculturalidad, y a redefinir nuestra posición como teóricos sociales. Se hace uso del pronombre y objeto directo femeninos para dirigirse a las personas sin importar su género o sexo</p> 2022-04-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Natalia Duque-Cardona, Maria Camila Restrepo-Fernández https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5941 A Disputa do Tempo: dialogia informacional e teoria da história no movimento zapatista 2022-05-26T20:47:21+00:00 Bianca Rihan bibirihan@gmail.com Jos´´e Raphael Sette joseraphaelsette@gmail.com <p>O presente artigo se dedica à discussão sobre “documentos rebeldes”, dispostos a denunciar as falácias do progresso orientado pela lógica capitalista de acumulação e exploração, confeccionados pelos indígenas zapatistas em seu território, no sudeste mexicano. Nesse sentido, abordamos uma discussão oriunda da história econômica e da práxis revolucionária sobre o tempo e a teoria da história, acentuando o encontro crítico entre uma perspectiva epistemológica e prático-informacional. Tendo como princípios incontornáveis a dignidade humana, a conexão e o respeito à natureza e a busca de liberdade dos povos subalternizados ao longo da história, tomar conhecimento sobre a experiência zapatista nos reativa a esperança por um outro tempo e um “outro mundo possível”</p> 2022-05-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Bianca Rihan, José Raphael Sette https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5922 Governança ambiental: transparência e efetividade de práticas sustentáveis em IES 2022-05-26T20:47:15+00:00 Úrsula Maruyama maruyama.academic@hotmail.com Aline Monteiro Guimarães Trigo aline.trigo@cefet-rj.br José Aires Trigo jose.trigo09@gmail.com <p>A desinformação causada pelo modelo de desenvolvimento predatório, ambientalmente e socialmente injusto torna-se o cenário para uma reflexão crítica voltada a uma maior conscientização ambiental e urgente mudança de paradigmas. Considerando a importância de políticas públicas voltadas à sustentabilidade ambiental e o papel de interlocução com diversos atores que as instituições de ensino superior (IES) promovem, este artigo busca avaliar a percepção de gestores de campi universitários do Cefet-RJ quanto ao cumprimento das recomendações do Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) em suas unidades. Para tanto, foi aplicado um questionário, com base na escala de Likert e, posteriormente, sob a perspectiva descritiva, as informações obtidas foram consolidadas. Observou-se que, embora as práticas efetivamente conduzidas já estejam alinhadas com a governança ambiental, ainda há necessidade de promover novas ações que estimulem cada vez mais a conscientização ambiental, não somente ‘intramuros’, mas também na formação cidadã. Apesar do estudo trazer uma reflexão baseada na percepção de gestores que avaliam a implementação das iniciativas, os resultados não permitem generalizações consistentes, mas visam contribuir para eventuais trabalhos, que busquem maior robustez, através do aumento do número de respondentes</p> 2022-05-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Úrsula Maruyama, Aline Monteiro Guimarães Trigo, José Aires Trigo https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5837 A educação museal e os desafios no antropoceno 2022-05-26T20:48:21+00:00 Claudia de Moraes Barros Ramalho claudinhaoliveira1985@gmail.com Thais Felipe Rosa thais.feliperosa@gmail.com Luzia Sigoli Fernandes Costa luziasigoli@gmail.com <p class="Default" style="text-align: justify; line-height: 150%;">O presente artigo apresenta uma revisão bibliográfica acerca da temática dos Museus, da educação patrimonial e museal trazendo um apanhado de artigos científicos no intuito de discutir os museus e a ciência dentro da perspectiva do campo e os desafios no antropoceno, período mais recente de grandes transformações globais. Os textos escolhidos que compõem esta revisão de literatura tratam de assuntos como as práticas educativas nos museus, ciência e arte, patrimônio cultural, consciência histórica, tecnologia e inovação aplicadas aos museus. A partir das leituras foi possível observar um crescente interesse nos estudos envolvendo a temática dos museus e temas afins como patrimônio principalmente no que diz respeito à novas propostas ou propostas inovadoras que conferem aos museus com o uso de tecnologias um papel importante no processo de aprendizagem da sociedade como um todo. Com o surgimento da pandemia em 2021 a busca por novas práticas de acesso aos museus e a conscientização a respeito das ações e responsabilidades que os povos possuem sobre o momento presente e futuro em relação às questões ambientais, políticas, sociais, econômicas e culturais se fazem ainda mais necessárias</p> 2022-04-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Claudia de Moraes Barros de Oliveira, Thais Felipe Rosa , Luzia Sigoli Fernandes Costa https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5949 A ciência da Nutrição no “Novo Regime Climático” 2022-05-31T20:16:08+00:00 Tania Correa Miller tania_cmiller@hotmail.com Ariadne Chloe Mary Furnival chloe@ufscar.br <p>Uma das maiores preocupações da humanidade no momento atual, denominado por Bruno Latour de um “Novo Regime Climático, é o impacto negativo produzido pelas mudanças ambientais, uma vez que seus efeitos repercutem em todo o planeta. A deterioração do meio ambiente natural tem sido acompanhada de um correspondente aumento dos problemas de saúde dos indivíduos. Nos encontramos numa fase de crise de paradigma na Ciência da Nutrição, em que a mudança se torna cada vez mais necessária e urgente; o caminho que vem sendo apontado é o da ampliação das noções existentes rumo a uma visão sistêmica e holística para enfrentar os desafios e oportunidades do século XXI. Este ensaio reflexivo teórico tem como base a obra de Bruno Latour, e tem como objetivo identificar as intersecções da Ciência da Nutrição e o exercício profissional do nutricionista com a ideia da reorientação ao vetor que Latour chama de “Terrestre”, como novo ator-político no período do Antropoceno. Torna-se necessário estender o mandato da prática baseada em evidências para adotar modelos mais relacionais de pensamento crítico para a aprendizagem transformacional em nutrição, sendo uma oportunidade de colaboração para todos os profissionais da área apoiarem as pessoas a combinarem uma alimentação saudável com uma alimentação sustentável. O redirecionamento da ciência da Nutrição vai ao encontro das ideias recentes de Latour em relação a uma possível mudança do sistema de produção para o sistema de geração sintonizado com a sustentabilidade</p> 2022-05-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Tania Correa Miller, Ariadne Chloe Mary Furnival https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5940 O papel das ecoinovações na transição para uma Economia Circular 2022-05-26T20:46:59+00:00 Wladmir Henriques Motta mottaw@gmail.com <p>Nos últimos anos, as abordagens sobre a relação entre meio ambiente, sistema econômico e sociedade vêm ganhando força nos debates nacionais e internacionais devido à constante deterioração das condições de vida no planeta, principalmente por meio da aceleração do esgotamento dos recursos naturais e a geração exacerbada de resíduos. O atual modelo econômico baseado na superprodução e superconsumo levou o mundo à crise ecológica e esse “velho” modelo deve ser modificado ou adaptado a uma realidade de crise. Assim, rever as práticas organizacionais é hoje um elemento crucial para divulgar as áreas onde os esforços inovadores devem se concentrar. A economia circular surge como alternativa à abordagem linear tradicional. O desafio desta proposta é desenvolver uma abordagem inovadora para superar o atual trade-off entre o modelo de crescimento econômico incessante e o Antropoceno. Essas inovações devem enfrentar os problemas ambientais vivenciados, constituindo-se, portanto, em ecoinovações, um tipo de inovação que pode promover a redução do consumo de recursos naturais, emissão de gases de efeito estufa e geração de resíduos, entre outros desafios ambientais. Nesse contexto, indaga-se, como as ecoinovações podem contribuir para construir a necessária abordagem circular? O presente estudo visa lançar luz a essa discussão por meio de uma revisão de literatura analisando o importante papel da economia circular e suas relações com as ecoinovações</p> 2022-05-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Wladmir Henriques Motta https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5947 Perspectivas sobre transferências de tecnologias em Hui, Eco e Sarlo 2022-05-26T20:47:41+00:00 Wheliton Chiang Shung Moreira Ferreira wheliton@hotmail.com Luciana Gracioso luciana@ufscar.br <p>O presente artigo foi construído sob a forma de revisão narrativa, com o objetivo de refletir acerca da transferência de tecnologias nos tempos atuais do antropoceno, era na qual os fazeres do ser humano reverberam diretamente em seus meios, com impactos indeléveis e que alteram o curso da história do planeta. O estudo estruturou-se em duas partes. Na primeira, voltou-se ao questionamento dos conceitos basilares da transferência de tecnologias por entre fronteiras de sociedades, bem como a decorrente mudança por meio desta nova perspectiva. Na segunda, mais especificamente, ilustrou-se o tema por meio das elucubrações diversas de Yuk Hui, Umberto Eco e Beatriz Sarlo sobre o ser-estar-fazer humanos. Como forma de continuação dos estudos, sugere-se a ampliação do debate sob as “vozes” de autores de outras diversidades</p> 2022-05-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Wheliton Chiang Shung Moreira Ferreira, Luciana Gracioso https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5989 Agradecimento a pareceristas do v. 18, n. 1, maio 2022 2022-05-24T17:04:33+00:00 Os Editores alappel@gmail.com <p>Agradecimentos</p> 2022-05-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Os Editores https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5910 Redes digitales, conocimiento y postverdad: Los desafíos para la democracia en tiempos de pandemia 2022-05-26T20:48:00+00:00 Edgardo Lander elanderl@yahoo.com Miriam Lang miriam.lang@uasb.edu.ec <p>Los regímenes de verdad que estuvieron vigentes, aunque siempre contestados, durante el siglo XX, están siendo aceleradamente socavados por diferentes factores: la creciente influencia de intereses corporativos en algunas ramas de la ciencia; la reconfiguración del ámbito de lo público por las redes digitales, igualmente gobernadas por lógicas oligopólicas de lucro; y el aprovechamiento de la pérdida de referentes compartidos por grupos de interés políticos, sobre todo las extremas derechas. La pandemia ha acelerado este proceso, que amenaza las posibilidades de construir salidas democráticas a la crisis múltiple y civilizatoria que están viviendo las sociedades humanas</p> 2022-04-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Edgardo Lander, Miriam Lang https://revista.ibict.br/liinc/article/view/6001 Prefácio 2022-06-02T17:01:12+00:00 Philippe Léna philippe-lena@orange.fr Liz-Rejane Issberner liz@ibict.br <p>Prefácio</p> 2022-06-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Philippe Léna, Liz-Rejane Issberner https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5908 Práticas artísticas diante do Antropoceno: uma experiência de refúgio 2022-05-26T20:47:18+00:00 Marina Souza Lobo Guzzo marinaguzzo2@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A crise climática é uma situação que evidencia a emergência ambiental do planeta relacionada aos eventos extremos do clima e da forma de resposta da natureza à ação da destruição humana. É sobretudo uma questão política pois envolve formas de produzir, viver e morrer. Diante da crise, ou dessa crise específica: o que pode o artista? Como a arte se relaciona com essas questões? Que imagens são possíveis diante de uma catástrofe? Que articulações podemos inventar como artistas ou trabalhadores culturais? Quais alianças são necessárias para evitar o 6º. extinção em massa, que está acontecendo agora? Este texto visa apresentar uma experiência, uma tentativa de refúgio e criação. Uma plataforma que criou uma micro-comunidade de artistas que se uniram temporariamente para trabalhar em torno da questão da crise climática. A proposta reuniu ações artísticas e educacionais que confundem as fronteiras entre arte e ativismo climático, para imaginar outros mundos possíveis diante da catástrofe que vive hoje no Brasil. O projeto foi pensado principalmente para acontecer à distância, criando uma plataforma de encontros mensais entre coletivos do Brasil e de outros países para pensar em "tarefas" de proximidade entre arte, vida e arte, arte e cuidado planetário. As propostas e tarefas realizadas pelos participantes foram divulgadas em uma plataforma online, criada especialmente para o projeto. A partir dessa experiência, o texto pretende apontar alguns caminhos possíveis para pensar a arte e seu papel nesse momento crucial da história do planeta.&nbsp;</span></p> 2022-05-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marina Souza Lobo Guzzo https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5995 A defesa da Amazônia e a luta contra o negacionismo científico: entrevista com Philip Fearnside 2022-05-29T17:10:54+00:00 Philippe Léna philippe-lena@orange.fr Liz-Rejane Issberner lirismail@gmail.com <p>Nesta entrevista, Philip Fearnside, membro da Academia Brasileira de Ciências, um dos cientistas mais respeitados e citados da ciência ambiental no mundo, nos fala de sua longa trajetória dedicada à defesa do meio ambiente em geral e da Amazônia em particular. Escreveu trabalhos que são referência sobre os riscos socioambientais da abertura de estradas em determinadas áreas cobiçadas para fins econômicos. Fearnside também é uma referência quando se trata de resistência à construção de barragens para a geração de energia na Amazônia, como a de Belo Monte. A defesa dessas ideias já lhe custou ataques da parte de representantes de interesses políticos favoráveis à exploração econômica da Amazônia. Nesta entrevista, ele responde sobre o papel do cientista contra o negacionismo climático e a desinformação, tema que o próprio Fearnside já abordou em sua vasta obra</p> 2022-05-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Philippe Léna, Liz-Rejane Issberner https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5932 No colapso, mas contra a distopia: alianças globais de lutas por justiça ecossocial e econômica no Antropoceno: entrevista com Maristella Svampa 2022-03-14T18:04:42+00:00 Felipe Milanez Pereira felipemilanez@ufba.br Isabella Alves Lamas isaalamas@unilab.edu.br <p>Nesta entrevista, a socióloga Maristella Svampa, uma das grandes expoentes da ecologia política latino-americana, apresenta reflexões entre a constatação de que vivemos um colapso ecológico global, os limites e omissões das ciências sociais no Antropoceno, bem como a necessidade da transdisciplinariedade e da conexão das agendas de luta em diferentes escalas para se construir novos horizontes.</p> 2022-04-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Felipe Milanez Pereira, Isabella Alves Lamas https://revista.ibict.br/liinc/article/view/5969 "Até que todas sejamos livres": o ativismo 'sentipensado' das feministas agroecológicas brasileiras contra as violências agrocapitalistas 2022-05-26T20:48:09+00:00 Héloïse Prévost andreappel@ibict.br <p>A autora analisa as mobilizações agroecológicas feministas no Brasil a partir das conceitualizações do "sentipensar" e do corazonar. O vínculo com a Terra e a fusão entre emoções e análise política são analisadas através do estudo de materiais ativistas (mística, canções, poemas, slogans) e entrevistas com ativistas rurais. A compreensão deste sentipensamento lança luz sobre as diferentes dimensões da violência. É proposta uma análise da violência de gênero, entendida como uma estratégia do agrocapital. Violência conjugal e "feminicídios agrocapitalistas" fazem parte do que a autora chama de "necropolítica agrocapitalista". As estratégias coletivas de superação usadas pelas ativistas favorecem uma afirmação de força e uma continuidade da luta e da vida</p> 2022-04-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Héloïse Prévost https://revista.ibict.br/liinc/article/view/6002 Posfácio 2022-06-02T17:18:46+00:00 Philippe Léna philippe-lena@orange.fr Liz-Rejane Issberner liz@ibict.br <p>Posfácio</p> 2022-06-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Philippe Léna, Liz-Rejane Issberner