ECONOMIA SOCIAL, NON-PROFIT SECTOR, TERCEIRO SETOR OU ECONOMIA SOLIDÁRIA: SENTIDOS, DIFERENÇAS E SIMILARIDADES

Susana Iglesias Webering

Resumo


Esse trabalho trata-se de um ensaio interpretativo e reflexivo a partir da revisão bibliográfica  relacionada à Economia Social, ao Non-Profit Sector, Terceiro Setor e a Economia Solidária. Tem o objetivo de elucidar os conceitos e suas diferenças, uma vez que estão relacionados ao fenômeno da cooperação e autogestão, coletivos que desenvolvem dinâmicas organizacionais diferenciadas e que contrastam com a organização tradicional, baseada na hetero-gestão e voltada para o mercado. Verifica-se que existe um esforço por parte de poderes públicos, no âmbito científico e por parte dos seus protagonistas para classificar e fortalecer o campo, o que tem resultado em diferentes perspectivas. Em comum, esse campo concentra organizações que se diferenciam das empresas tradicionais e públicas, atendendo a uma parcela importante da população. Uma discussão histórica que evidencia como o fenômeno da cooperação não foi ainda adequadamente interpretado pelo pensamento organizacional, político e econômico.


Texto completo:

PDF HTML

Referências


BAREA TEJEIRO, J. Concepto y Agentes de la Economía Social. Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, Valencia, n. 8, p. 109-117, out. 1990.

BAREA TEJEIRO, J.; JULIÁ, J. F.; MONZÓN CAMPOS, J. L. Grupos Empresariales: la Economía Social ante los desafíos del mercado. In: ____. Grupos Empresariales de la Economía Social en España. Valencia: CIRIEC España, 2000 b. p.15-28.

BAREA TEJEIRO, J.; MONZÓN CAMPOS, J. L. Manual para la elaboración de las cuentas satélite de las empresas de La Economía Social: cooperativas y mútuas. Valencia: CIRIEC-España, 2006.

BIALOSKORSKI NETO, S. Cooperativismo é Economia Social, um ensaio para o caso brasileiro. III Seminário: Tendências do Cooperativismo Contemporâneo. Cuiabá – MT, 2004.

BRASIL. Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998. Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm , acesso em 31 de agosto de 2017.

BRASIL. Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999. Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9790.htm, acesso em 31 de agosto de 2017.

CABRAL, E. H. de. Terceiro Setor: gestão e controle social. São Paulo: Ed. Saraiva, 2007.

CHAVES ÁVILA, R.; MONZÓN CAMPOS, J. L. La Economía Social en la Unión Europea. Comité Económico y Social Europeo. Bruxelles, 2008.

DEFOURNY, J. Orígenes, Contextos y Funciones de un Tercer Gran Sector. In: MONZÓN, J. L.; DEFOURNY, J. Economía Social: entre economía capitalista y economía pública. Valencia: CIRIEC España, 1992.

DEMOUSTIER, D. A Economia Social e Solidária. Porto Alegre: Loyola, 2001.

DIMAGGIO, Paul J.; POWELL, Walter W. A Gaiola de Ferro Revisitada: Isomorfismo Institucional e Racionalidade Coletiva nos Campos Organizacionais. RAE, vo. 45, no. 2, abril-junho 2005, p.74-89.

ECONOMIA SOLIDÁRIA, OUTRA ECONOMIA ACONTECE: Cartilha da Campanha Nacional de Mobilização Social. Brasília: MTE, SENAES, FBES, 2007. 36p.

GUI, B. The Economic Rationale For The ‘Third Sector: nonprofit and other noncapitalist organizations. Annals of Public and Cooperative Economics, Liège, vol. 61, n. 4, p. 553-571, 1991.

AS FUNDAÇÕES PRIVADAS E ASSOCIAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS NO BRASIL. IBGE, 2010. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/fasfil/2010/default.shtm, acesso em 31 agosto de 2017.

LECHAT, N. M. P. Economia Social, Economia Solidária, Terceiro Setor: do que se trata? Civitas- Revista de Ciências Sociais, Porto Alegre, ano 2, n. 1, jun. 2002.

MONZÓN CAMPOS, J. L. Economía Social y conceptos afines: fronteras borrosas y ambiguedades conceptuales del Tercer Setor. Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, Valencia, n.56, nov/ 2006, p. 9-24.

MONZÓN CAMPOS, J. L. (Dir). Las Grandes Cifras de la Economía Social en España: ámbito, entidades y cifras clave. Año 2008. Valencia: CIRIEC, 2010.

MOTTA, E. Economia solidária e agricultura familiar, uma integração necessária. Democracia Viva, v. 35, 2007, p. 80-84.

PAULA, A. P. P. de. Por Uma Nova Gestão Pública. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.

OCB. Relatório OCB 2012: Cooperativas constroem um mundo melhor. Brasília: abril de 2013.

PINHO, D. B. O Cooperativismo no Brasil: da vertente pioneira à vertente solidária. São Paulo: Saraiva, 2004.

POCHMANN, M. Desempregados no Brasil. In: ANTUNES, R. (Org.) Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. p.59-73.

POCHMANN, M. Nova Classe Média? O trabalho na base da pirâmide social brasileira. São Paulo: Boitempo, 2012.

PONTES, D. R. Configurações Contemporâneas do Cooperativismo Brasileiro: da economia ao direito. 199 f. Dissertação de mestrado. Setor de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2004.

RAMOS, A. G. A Nova Ciência das Organizações. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1989.

RIBEIRO, J. C. V. C. La integracíon empresarial entre cooperativas agroalimentarias: um análisis de las políticas públicas en España y Brasil. 2011. 291p. Tese. Facultat d’ Economia, Departament d’ Economia aplicada. Universitat de Valéncia. Valencia, 2011.

SALAMON, L. M.; ANHEIER, H. K. In search of the non-profit sector: the question of definitions. Voluntas: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations November, Baltimore, vol. 3, issue 2, 1992, p. 125-151.

SCHEDIWY, R. La Teoría del Ciclo de Vida de los Holdings y Otros Grupos o Federaciones Cooperativos. Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, Valencia, n. 27, dez/ 1997, p. 7-21.

SINGER, P. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Editora Perseu Abramo, 2002.

UNITED NATIONS. Handbook on Non Profit Institutions in the System of National Accounts. Department of Economic and Social Affairs. Studies in Methods (Série F), n. 91, 2003.

WEBERING, S. I. Conhecendo a realidade da Economia Solidária: o mapeamento de empreendimentos. 143 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Engenharia de Produção / COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.

WEBERING, S. I. Teoria Crítica e Teorias Organizacionais: uma relação possível? GEPROS. Gestão de Produção, Operações e Sistemas. Ano 5, n.4, out-dez/ 2010. p. 139-152.

WEBERING, S. I. Autogestão e Cooperação em uma Perspectiva Cooperativista e Sistêmica: o contexto cooperativo espanhol e brasileiro. 377f. Tese. Programa de Engenharia de Produção, COPPE. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2014.




DOI: https://doi.org/10.21721/p2p.2019v5n2.p62-82

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

 
 
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (cc BY 4.0)
 
 P2P & INOVAÇÃO - e-ISSN 2358-7814, IBICT.