Curiosidade, ambição intelectual e conhecimento

"que sais-je?"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21728/logeion.2022v9n1.p47-61

Palavras-chave:

Curiosidade, Intelecto, Conhecimento, Filosofia

Resumo

A curiosidade recebe diferentes considerações ao longo dos tempos: mau hábito, luxuria, vício, e virtude. As análises de diferentes épocas e autores perpassa a religião, preconceitos e, finalmente a ciência, que a consagra. É a faculdade mais ativa na infância e adolescência e possibilita o desenvolvimento das aptidões gerais da mente. No passado remoto foi condenada pela religião e considerada a responsável pela queda da civilização adâmica assim como o infortúnio da mítica Pandora. Na atualidade, pesquisadores apontam que a curiosidade aumenta com a incerteza e desperta a busca por conhecimento. Compreender a base neural da curiosidade têm importantes implicações substantivas permitindo observar que a busca de informações é evolutivamente adaptativa. As modernas tecnologias modernas e a internet ampliam a quantidade de informações disponíveis, aumentando, portanto, os efeitos potenciais da curiosidade. O arquétipo ambição intelectual e o conceito de conhecimento são utilizados para compreender o aprimoramento do intelecto juntamente com a curiosidade.

Biografia do autor

Roberto Unger, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fórum de Ciência e Cultura. Sistema de Informação e Bibliotecas.

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Publicado

13/09/2022

Como citar

UNGER, R. Curiosidade, ambição intelectual e conhecimento: "que sais-je?". Logeion: Filosofia da Informação, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 47–61, 2022. DOI: 10.21728/logeion.2022v9n1.p47-61. Disponível em: https://revista.ibict.br/fiinf/article/view/6032. Acesso em: 5 out. 2022.

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Artigos