Agenda global e experiências locais inovadoras
um estudo de caso sobre a atuação de um laboratório de inovação em gestão pública
DOI:
https://doi.org/10.21728/logeion.2024v11e-7377Palavras-chave:
Inovação. Agências multilaterais. Laboratórios em gestão. Cultura da inovação.Resumo
Inspiradas no modelo schumpteriano de inovação nos segmentos produtivo e tecnológico, as diretrizes das agências multilaterais (Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Banco Interamericano de Desenvolvimento) em favor da agenda inovadora no setor público têm tido, desde o final do século passado, uma ampla capilaridade entre os países. No caso brasileiro, as experiências pontuais tiveram início mais precisamente já na segunda década, possuindo, portanto, um breve histórico de atuação nas instâncias municipais e estaduais e no âmbito federal. O presente artigo busca investigar o nascedouro e as ações, princípios e valores do Pólen - Laboratório de Inovação em Gestão Pública (ENSP-Fiocruz) bem como os principais desafios frente ao estabelecimento de projetos em favor da inovação organizacional. Visando o alcance do referido objetivo, serão recuperadas conceitualmente as categorias inovação e laboratórios de inovação. Para a realização do estudo, será efetuada uma pesquisa bibliográfica e documental, aliada à técnica da observação participante, caracterizada pelo fato de os participantes do projeto serem também investigadores do fenômeno. Tem-se como hipótese que os programas de inovação no campo da gestão têm conquistado as várias instâncias do setor público, todavia tal agenda pode encontrar resistências de setores em função de fatores políticos, ideológicos e organizacionais. Como as categorias “protagonismo das pessoas e usuários”, “transparência” estão presentes nos programas inovadores, torna-se igualmente fundamental destacar o papel da cultura organizacional para as ações de inovação.
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