Inteligência artificial como novo marco epistêmico à ciência da informação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21728/logeion.2026v13n1e-7939

Palavras-chave:

Michel Foucault, Inteligência Artificial, Insurreição da Linguagem, Finito Ilimitado, Deleuze e Guatarri

Resumo

O artigo explora as ideias de Michel Foucault e sua aplicação ao contexto contemporâneo da inteligência artificial (IA). Com o objetivo de elaborar teoricamente, criticamente e filosoficamente o que nominamos de novo marco epistêmico para a inteligência artificial. O método é de ensaio acadêmico de cunho teórico, com pesquisa bibliográfica. Começa discutindo a importância da História, conforme abordada por Foucault em seu livro "As palavras e as coisas", destacando a evolução do conhecimento ao longo dos séculos, desde a Renascença até o século XIX. As elaborações das ideias de Foucault sobre as forças e formas, como a "forma-Homem", e como essas formas são influenciadas por forças externas. Aborda também a crítica de Foucault ao humanismo e sua preferência pelas noções de força e forma em vez de funções psicológicas superiores. Além disso, menciona a importância de Deleuze na interpretação e expansão das ideias de Foucault, especialmente no que diz respeito à morte de Deus e à criação de novas formas de humanidade. No contexto da IA, argumenta-se que essa tecnologia representa um novo marco epistêmico, desafiando a relação tradicional entre vida e morte e criando formas de existência. A IA é vista como uma força externa que ameaça as formas humanas tradicionais, abrindo caminho para novas possibilidades e desafios éticos. Conclui-se com reflexões sobre a insurreição da linguagem como uma resposta possível ao domínio crescente da IA e do capitalismo financeiro, sugerindo que a poesia e a literatura podem ser meio de resistir a essas novas formas de controle e abstração tecnológica, na teorização de Franco Beraldi e Félix Guattari.

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Biografia do Autor

  • Solange Puntel Mostafa, Universidade de São Paulo

    Professora Doutora Sênior do Departamento de Educação, Informação e Comunicação (DEDIC) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). 

  • Ednéia Silva Santos, Universidade de São Paulo

    Professora Doutora no Departamento de Educação, Informação e Comunicação (DEDIC) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Atua na graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação e na pós-graduação em Ciência da Informação (ECA/USP).

  • Deise Sabbag, Universidade de São Paulo
    Professora Doutora no Departamento de Educação, Informação e Comunicação (DEDIC) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Atua na graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação e na pós-graduação em Ciência da Informação (ECA/USP). Também na pós-graduação em Ciência da Informação da UNESP em Marília. 
     
     

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Publicado

05/11/2026

Como Citar

PUNTEL SOLANGE, Solange; SILVA SANTOS, Ednéia; SABBAG, Deise. Inteligência artificial como novo marco epistêmico à ciência da informação. Logeion: Filosofia da Informação, Rio de Janeiro, RJ, v. 13, n. 1, p. e-7939, 2026. DOI: 10.21728/logeion.2026v13n1e-7939. Disponível em: https://revista.ibict.br/fiinf/article/view/7939. Acesso em: 7 nov. 2026.