A representatividade das mulheres na gestão das universidades

  • Kátia Elaine de Vasconcelos e Silva Universidade Federal de Pernambuco
  • Nadi Helena Presser Universidade Federal de Pernambuco
  • Eli Lopes da Silva Instituto Federal de Santa Catarina https://orcid.org/0000-0002-2950-8938

Resumo

Esta pesquisa analisa o alcance e as condições do acesso das mulheres, servidoras públicas de uma Universidade Federal, aos cargos de gestão instituídos na instituição. Pesquisa exploratória e descritiva, as análises se fundamentaram numa abordagem qualiquantitativa. A análise qualitativa examinou as barreiras e discriminação de gênero utilizando as metáforas teto de vidro e firewall como recursos heurísticos. O estudo constatou que, do ponto de vista do cômputo geral de servidores, a situação se mantém favorável às mulheres. Todavia, o estudo apontou que os homens, na área da docência, assumem mais cargos de gestão que as docentes do sexo feminino, incluindo as posições mais altas na hierarquia e, por conseguinte, recebem valores mais altos relativos à gratificação pelos cargos ocupados, bem como ascendem aos cargos em menor tempo que as mulheres. No desfecho, este estudo de gênero mostrou que as mulheres, de um modo geral, ainda que presentes em número crescente, não se distribuem de modo uniforme pelos diferentes cargos para gerir a universidade.

Biografia do Autor

Kátia Elaine de Vasconcelos e Silva, Universidade Federal de Pernambuco
Mestra em Gestão Pública. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Brasil.
Nadi Helena Presser, Universidade Federal de Pernambuco
Doutora em Engenharia da Produção
Eli Lopes da Silva, Instituto Federal de Santa Catarina

Doutor em Educação

Mestre em Educação

Bacharel em Ciência da Computação

Pesquisador de tecnologias educacionais

Referências

BENDL, R.; SCHMIDT, A. From glass ceilings to firewall. Gender, Work and Organization, v. 17, n. 5, p. 612-634, 2010.

BRASIL. Decreto nr. 6.096 de 24 de abril de 2007. 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm>. Acesso em: 27 jun. 2018.

BRASIL. Lei nº 13.328, 29 de julho de 2016. 2016. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/L13328.htm>. Acesso em: 15 fev. 2018.

EUROPEAN COMMISSION. Implicit gender biases during evaluations: how to raise awareness and change attitudes? Research and Innovation, Brussels, Workshop Report, 31 – 31, may, 2017.

FEDERAL GLASS CEILING COMMISSION. Good for Business: Making Full Use of the Nation's Human Capital. Washington, D.C.: U.S. Department of Labor, March 1995a.

FEDERAL GLASS CEILING COMMISSION. Solid Investments: Making Full Use of the Nation's Human Capital. Washington, D.C.: U.S. Department of Labor, November 1995b, p. 13-15.

INTERNACIONAL LABOUR ORGANIZATION. Map - Explore the gender labour gap around the world. [2016]. Disponível em: <http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/multimedia/maps-and-charts/enhanced/WCMS_458201/lang--pt/index.htm.>. Acesso em: 26 abr. 2018.

KELAN, E. K. Gender, risk and employment insecurity: The masculine breadwinner subtexto. Human Relations, v. 61, n. 9, p. 1171–1202, 2008.

LYNESS, K. S.; THOMPSON, D. E. Above the Glass Ceiling? A Comparison of Matched Samples of Female and Male Executives. Journal of Applied Psychology, v. 82, n. 3, p. 359-375, 1997.

MOSCHKOVICH, M.; ALMEIDA, M. F. Desigualdades de gênero na carreira acadêmica no Brasil. DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 58, n. 3, 2015.

RICOEUR, Paul. A metáfora viva. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

SANTOS, C. M. M.; TANURE, B.; CARVALHO NETO, A. M. De. Mulheres executivas brasileiras: O teto de vidro em questão. RAD, v.16, n. 3, p. 56-75, set./dez., 2014.

STEIL, Andrea Valéria. Organizações, gênero e posição hierárquica – compreendendo o fenômeno teto de vidro. Revista de Administração, São Paulo, v. 32, n. 3, p. 62-69, jul./set. 1997.

Publicado
07/09/2018
Como Citar
SilvaK. E. de V. e; PresserN. H.; SilvaE. L. da. A representatividade das mulheres na gestão das universidades. P2P E INOVAÇÃO, v. 5, n. 1, p. 120-140, 7 set. 2018.
Seção
Artigos