Ética discursiva, inclusão do autismo e inteligência artificial

uma proposta de aplicativo

Autores

  • Bárbara Gabriella da Silva Paiva Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
  • Rosalvo Nobre Carneiro Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.21728/logeion.2024v11e-7376

Palavras-chave:

Autismo. Inteligência Artificial. Inclusão. Ética.

Resumo

A ética discursiva de Jurgen Habermas ressalta o compromisso da linguagem racional em um diálogo no qual o objetivo é a busca de um consenso comum. Na atual sociedade a inteligência artificial (IA) tem ganhado cada vez mais espaço, e no contexto educacional não é diferente. Diante disso, objetiva-se então compreender como os princípios habermasianos podem conduzir a prática das IAs, de maneira que possa promover um ensino inclusivo e equitativo para os alunos com autismo em sala de aula. Trata-se de pesquisa qualitativa, com levantamento bibliográfico e a proposta de criação de um aplicativo considerando a ética discursiva de acordo com Habermas. Os resultados implicam que uma IA criada com base haremmasiana ajuda a tornar a sala de aula inclusiva para os alunos com o diagnóstico do autismo. Conclui-se então que a IA pode ser um instrumento promotor da inclusão se criado com este propósito e aplicado de maneira coerente para alunos com autismo.

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Publicado

25/11/2024

Como Citar

PAIVA , Bárbara Gabriella da Silva; CARNEIRO , Rosalvo Nobre. Ética discursiva, inclusão do autismo e inteligência artificial: uma proposta de aplicativo. Logeion: Filosofia da Informação, Rio de Janeiro, RJ, v. 11, p. e-7376, 2024. DOI: 10.21728/logeion.2024v11e-7376. Disponível em: https://revista.ibict.br/fiinf/article/view/7376. Acesso em: 3 abr. 2025.