Todo fim dos tempos gera um novo recomeço
da pandemia de COVID-19 ao desenvolvimento de objetos artísticos transfronteiriços, o caso de uma companhia da periferia de Niterói
DOI:
https://doi.org/10.21728/logeion.2024v11e-7386Palavras-chave:
Objetos transfronteiriços. Sarau focal. Teatro. Audiovisual. Cia Graco de Teatro.Resumo
Este artigo investiga o desenvolvimento do projeto da Cia Graco, que iniciou no formato audiovisual e expandiu-se para apresentações em espaços como museus e teatros. A transição entre esses suportes e ambientes físicos levantou questões sobre as fronteiras rígidas entre linguagens artísticas, particularmente entre o presencial e o audiovisual. Para examinar essas adaptações, foi criado o Sarau Focal, um espaço de pesquisa e discussão coletiva onde artistas, público e pesquisadores analisam o impacto da mudança de formatos e de ambientes na recepção e interpretação da obra. No Sarau Focal, diálogos orientados permitem uma análise crítica e afetiva das práticas da Cia Graco, com ênfase em temas de memória e identidade cultural. Incorporando a metodologia da "escrevivência," o artigo busca unir vivências pessoais e narrativas coletivas, sugerindo que a transição entre mídias e espaços amplia o significado da obra e fortalece o potencial de interseção entre linguagens, realçando as transformações da criação artística contemporânea e periférica.
Downloads
Referências
AGAMBEN, Giorgio. O fogo e o relato. Ensaios sobre criação, escrita, arte e livros. O Ato de criação. São Paulo: Boitempo Editorial, 2018.
ASCHIDAMINI, Ione Maria; SAUPE, Rosita. Grupo focal, estratégia metodológica qualitativa: um ensaio teórico. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 9, n. 1, p. 9-14, 2004.
EVARISTO, Conceição. “Escrevivência” introdução à publicação da antologia literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica, 2011.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 2006.
RESSEL, Lúcia Beatriz; BECK, Carmem Lúcia Colomé; GUALDA, Dulce Maria Rosa; HOFFMAN, Izabel Cristina; SILVA, Rosângela Marion da; SEHNEM, Graciela Dutra. O uso do grupo focal em pesquisa qualitativa. Revista Texto & Contexto Enfermagem. v. 17, n. 4, p. 779-786, out./dez. 2008
RYNGAERT, J.-P. Jogar, representar: práticas dramáticas e formação. Trad. Cássia R. da Silveira. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
SANCHES NETO, Asy Pepe. O que é Neodocumentação? Acompanhando a formação da rede, dos discursos e das agências a partir das obras de Niels Lund, Michael Buckland, Ronald Day e Bernd Frohmann. 2022. 280 f. Il. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Arte e Comunicação Social, Niterói, Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: http://app.uff.br/riuff/handle/1/26731. Acesso em: 07 out. 2024.
SILVA, Auda Ribeiro. “Escrevivências” Para além de um conceito uma questão de injustiça epistêmica na literatura. Anais do I SIELLI e XIX Encontro de Letras, v. 1, n.1, 2020.
SOARES, Lissandra Vieira e MACHADO, Paula Sandrine. "Escrevivências" como ferramenta metodológica na produção de conhecimento em Psicologia Social. Revista Psicologia Política. vol.17, n.39, pp.203-219, 2017.
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
A revista é publicada sob a licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 4.0 Internacional.
O trabalho publicado é considerado colaboração e, portanto, o autor não receberá qualquer remuneração para tal, bem como nada lhe será cobrado em troca para a publicação.
Os textos são de responsabilidade de seus autores.
É permitida a reprodução total ou parcial dos textos da revista, desde que citada a fonte.