Entre el Resentimiento y el Algoritmo: La Máquina de Odio Contra las Mujeres en la Política
DOI:
https://doi.org/10.18617/liinc.v21i1.7612Palabras clave:
Desinformación de Género, Afectos Negativos, Gobernamentalidad Algorítmica, Política, Ciencia de la InformaciónResumen
Este artículo analiza los efectos de la desinformación de género sobre la participación política de las mujeres en Brasil, con énfasis en las elecciones de 2022. La investigación adopta un enfoque cualitativo y teórico-conceptual, basado en una revisión bibliográfica interdisciplinaria en los campos de la Ciencia de la Información, la Comunicación, la Filosofía Política y los Estudios de Género. El estudio demuestra que la desinformación de género es un fenómeno complejo, estructurado e intencional, articulado con discursos discriminatorios como el sexismo, el racismo y la LGBTQIA+fobia. A través de la circulación de contenidos manipulados y la explotación de afectos negativos como el resentimiento, el miedo y la ira, las campañas desinformativas tienen como objetivo a mujeres en posiciones de visibilidad pública, especialmente aquellas que desafían los roles de género tradicionales. Se evidencia que la lógica algorítmica de las plataformas digitales, junto con la economía de la atención, potencia la viralización de dichos contenidos, profundizando las desigualdades informacionales. No obstante, el estudio también identifica formas de resistencia en los entornos digitales, especialmente a través de la actuación de colectivos feministas que construyen contranarrativas y preservan la memoria de mujeres víctimas de ataques informacionales. Se concluye que la desinformación de género constituye una amenaza estructural para la democracia y la ciudadanía, lo que exige políticas públicas, acciones educativas y nuevos enfoques teóricos que integren la perspectiva de género en el campo informacional.
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