Preservação da memória e repositório institucional: Uma iniciativa permeada pela equidade no acesso

Ana Carolina Freitas Guimarães

Resumo


A Política Nacional de Memória da Ciência e Tecnologia reforça a importância da criação de mecanismos de preservação da memória da produção científica e tecnológica, sob o risco de não ser reconhecido como parte integrante do amplo processo de construção do conhecimento humano1. Uma infraestrutura informacional fundamental para a preservação da memória é o Repositório Institucional (RI)2-3. O presente trabalho apresenta iniciativas pioneiras no âmbito da epidemiologia, determinação social da saúde e da promoção da saúde desenvolvidas pelo Laboratório de Epidemiologia e Determinação Social da Saúde (LAPEPIDSS), situado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e vem acumulando uma extensa produção de documentos desde 2002, que testemunham o histórico de interação e aprendizagem entre pesquisadores e a comunidade, e que se constitui em valiosa memória dessa iniciativa pioneira. Entretanto, essa produção se encontra armazenada de forma pulverizada e com baixo grau de sistematização, comprometendo a capacidade de busca e recuperação desse patrimônio histórico documental. A partir desta observação foi desenvolvido um projeto de pesquisa, atividade final avaliativa do Curso de Especialização em ICTS/ICICT/Fiocruz, intitulado “Plataforma de Saberes (PS): um compromisso com a preservação da memória da ciência e tecnologia”,  que teve como objetivo principal desenvolver um estudo de constituição de memória do projeto “PS”, alicerceado pelo RI da Fiocruz (ARCA). Tomando como ponto de partida o ARCA, o projeto propôs sete etapas a serem alcançadas: 1. Treinamento e desenvolvimento de rede de apoio com a gestão do ARCA, 2. Busca de todos os documentos gerados, 3. Digitalização de documentos impressos, 4. Identificação e categorização, 5. Averiguação das questões ético-legais, 6. Proposição de Metadados, e 7. upload dos documentos no ARCA. O projeto ainda se encontra no cumprimento de sua segunda etapa. Defende-se a equidade no acesso à produção intelectual, viabilizando sua disseminação e promovendo o processo de comunicação e visibilidade. Espera-se também motivar outros profissionais e gestores da saúde, impulsionando o processo de engajamento da ciência com a sociedade, em uma perspectiva do acesso livre ao conhecimento.


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