(In)formação como instrumento de mediação no âmbito do orçamento participativo

Autores

  • Adolfo Júlio Porto de Freitas Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Marlene Melo Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

DOI:

https://doi.org/10.18225/ci.inf.v43i2.1403

Palavras-chave:

Informação e orçamento participativo, Informação e mediação, Teoria da ação comunicativa, Paradigma sociocognitivo, Ação informacional procedimental

Resumo

O artigo, parte do relato de pesquisa de doutorado cujo tema une informação e orçamento participativo, apresenta fundamentação teórico/prática para a informação. Enquanto elemento da linguagem, constitui-se em parte fundamental no processo de mediação na relação entre atores sociais (mundo da vida/mundo do sistema) que integram práticas democráticas participativas. O referencial teórico fundamenta-se na perspectiva da teoria crítica e no estudo da informação à luz da teoria da Ação Comunicativa de Habermas, orientada pelas noções do agir comunicativo. Na articulação dessa teoria com os pressupostos da ciência da informação, optou-se pela visão do paradigma sociocognitivo que compreende a informação como parte de um lugar de aprendizagem que comporta elementos de um sistema de signo (linguagem) que, pela racionalidade (procedimental), estabelece um ambiente propício (mediação) para o compartilhamento intersubjetivo de informações no âmbito de uma estrutura sociopolítica. Do universo da produção acadêmica de três universidades federais brasileiras (UFMG, UFPB e UFRS) foram selecionadas para compor o corpus teórico da pesquisa 10 teses e 15 dissertações. Como resultado, apresenta-se um contexto comunicativo propício (ideal) para a informação (ação informacional procedimental), como elemento que subsidia o processo de mediação na relação entre atores que participam de práticas democráticas. Fica posto o papel que assume a informação no processo de mediação nas relações entre atores do mundo do sistema ↔ mundo da vida, mas ciente que se trata de estudo em aberto e que subjaz, ainda, nas relações de mediação (informação) a predominância do “poder” instituído sob a guarida do mundo do sistema.

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Biografia do Autor

  • Adolfo Júlio Porto de Freitas, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
    Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte, MG - Brasil. Professor da Universidade Federal da Paraíba - João Pessoa, PB – Brasil.
  • Marlene Melo, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
    Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UNB) - Brasília, DF - Brasil. Professora da Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte, MG – Brasil

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Publicado

19/05/2015