Chamada de artigos Liinc em revista : Dossiê “Economia de plataforma e novas formas colaborativas de produção” | Convocatoria Liinc em revista: Dossier “Economía de plataforma y nuevas formascolaborativas de producción” | Call for papers Liinc em revista: Dossier “Platform economy and new collaborative forms of production”

Economia de plataforma e novas formas colaborativas de produção

Liinc em Revista encontra-se aberta à submissão de artigos para avaliação entre pares, para  publicação no número 1, volume 14, no mês de maio de 2018. Aceitam-se artigos originais em português, espanhol e inglês. 
 
Esse número contará com um dossiê sobre “Economia de plataforma e novas formas colaborativas de produção”, organizado por Valeria Arza (Cenit, Argentina) e Anne Clinio (Liinc, Brasil), conforme a descrição a seguir. O dossiê incluirá também uma seção de relatos de experiências inovadoras sobre os temas propostos.

O desenvolvimento aberto e colaborativo de conhecimento, bens e tecnologias está crescendo rapidamente e se expande em novas áreas - desde o movimento do software livre e aberto, até o hardware aberto, espaços para desenhos de protótipos por comunidades, tais como laboratórios de fabricação e makerspaces, etc. As práticas colaborativas orientadas para a produção de bens não são novas. Por exemplo, muitas variedades de sementes da agricultura familiar se desenvolveram durante séculos baseadas em práticas abertas e colaborativas, envolvendo milhares de agricultores e, posteriormente, pesquisadores, empresas e Estados. Entretanto, as novas tecnologias da informação estão modificando fundamentalmente o alcance de práticas baseadas no compartilhamento e na colaboração.

As possibilidades econômicas, sociais e ambientais dessas novas formas de produzir conhecimento e artefatos têm gerado um importante interesse entre atores e analisadores de todo o espectro político, desde os entusiastas do mercado livre até os movimentos anarquistas. Alguns autores (Stodden 2010; Wiggins y Crowston 2011; Fecher y Friesike 2014; Nielsen 2012) assinalam, por exemplo, que essas experiências têm o potencial para criar formas mais eficientes e efetivas de produzir conhecimento, bens e serviços. Outros (Benkler 2006) sugerem que serão gerados novos modelos de negócio que irão revolucionar as práticas de produção estabelecidas com novos valores e normas sociais que orientam a inovação para uma vertente mais democrática.  Todas essas leituras sobre o tema sugerem a possibilidade de criar vias alternativas, mais inclusivas e sustentáveis de desenvolvimento social e tecnológico.

No entanto, até o momento, o potencial das novas formas de produção para contribuir com processos de desenvolvimento sustentável, não foi amplamente discutido.  As "visões" genéricas sobre  a produção aberta e colaborativa só  afirman a descentralização da produção, a democratização do conhecimento e a produção material como sendo muito relevantes para as agendas de desenvolvimento. Os países mais pobres possuem uma estrutura produtiva pouco diversificada e escassas oportunidades para gerar processos de inovação que atendam a suas necessidades. Em boa medida, isto é consequência da distribuição desigual da apropriação do conhecimento e da tecnologia. Hoje em dia, o estoque de conhecimento que poderia servir de base (ou comuns) para iniciar esses processos inovadores encontra-se sob o controle de atores globais que perseguem prioridades distantes das necessidades de desenvolvimento. Surgem novas formas de apropriação e privatização de conhecimentos e bens comuns e de gestão (e exploração) do trabalho cognitivo e criativo. Esses novos modelos de produção e de negócios incluem elementos da economia de plataforma, o cooperativismo de plataforma e a economia colaborativa, entre otras. 

objetivo deste dossiê é retomar essas ideias, de uma perspectiva crítica, e situá-las em um contexto latino-americano com o objetivo de discutir de que maneira as novas formas de produção aberta e colaborativa podem impulsionar caminhos mais inclusivos e sustentáveis de desenvolvimento, mas también novas formas de exclusão e de precarização, bem como novas hierarquias. Esperam-se contribuições acadêmicas e relatos de experiências em quaisquer dos diferentes campos de aplicação onde essas práticas estão aumentando sua incidência, como:

●      Economia colaborativa, Economia de plataforma e cooperativismo de plataforma.

●      Open Drug Discovery (desenvolvimento aberto de medicamentos).

●      Open Seeds (sementes abertas).

●      Open Hardware (Hardware aberto).

●      Open software (Software aberto).

●      Makerspaces e fablabs.

●      Produção cidadã de dados.

●      Moedas complementares, criptomoedas.

 Para cada um desses campos, esperamos contribuições que abordem algumas dessas perguntas:

●      Que tipo de objetivos, valores, motivações e visões se fomentan?

●      Que práticas e ferramentas se utilizam para fomentar a abertura e a colaboração?

●      Até que ponto e de que maneira essas práticas abertas e colaborativas criam oportunidades para revitalizar movimentos sociais mais antigos e apoiar vias alternativas de desenvolvimento? Até que ponto essas práticas resultam em uma melhoria incremental ou um aporte novo a práticas já existentes de produção e inovação do conhecimento? Como poderiam as práticas abertas e colaborativas ajudar a identificar, construir e apoiar caminhos sociotécnicos mais inclusivos, economicamente resistentes e sustentáveis?

●      Por outro lado, como podem contribuir na criação de novas formas de apropriação privada do comum e de exploração do trabalho coletivo?

●      De que maneiras as práticas abertas e colaborativas podem abordar os desafios contemporâneos do desenvolvimento? Ex.: estruturas de produção pouco diversificadas, baseadas em indústrias de recursos naturais, que tendem a resultados voláteis, altamente desiguais e ecologicamente insustentáveis.

●      Como as práticas abertas e colaborativas podem evitar ser capturadas por atores globais com poder econômico atual?

●      Em que medida essas iniciativas abertas e colaborativas são verdadeiramente transformadoras? Qual é o caráter dessas transformações: é mais inclusivo ou mais excludente? 

Além do dossiê, a Liinc em Revista está aberta à submissão de artigos e resenhas sobre outros temas em seu escopo de reflexão, de acordo com suas normas editoriais. 

Para informação sobre as regras de submissão de artigos, por favor veja no link a seguir:http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines


PRAZO DE SUBMISSÃO DE ARTIGOS: 31 DE JANEIRO DE 2018, seguindo as instruções no link: http://www.ibict.br/liinc

 

Economía de plataforma y nuevas formascolaborativas de producción

La convocatoria de Liinc em Revista se encuentra abierta a la presentación de artículos que serán sometidos a evaluación de pares, para su publicación en el número 1, volumen 14, a publicarse en durante el mes de mayo de 2018. Se aceptan artículos originales en portugués, español e inglés. 
 
Dicho número contará con un dossier sobre “Economía de plataforma y nuevas formas colaborativas de producción”, organizado por Valeria Arza (Cenit, Argentina) y Anne Clinio (Liinc, Brasil), que abordará el tema que se describe a continuación.

El desarrollo abierto y colaborativo de conocimiento, bienes y tecnologías está creciendo rápidamente y se expande hacia nuevas áreas - desde el movimiento del software libre y abierto, hasta , hardware abierto, espacios para diseños de prototipos por comunidad, tales como laboratorios de fabricación y makerspaces, etc. Las prácticas colaborativas orientadas para la producción bienes no son nuevas. Por ejemplo, muchas variedades de semillas de la agricultura familiar se desarrollaron por siglos en base prácticas abiertas y colaborativas, involucrando millones de campesinos y, posteriormente, investigadores, empresas y Estados. Sin embargo, las nuevas tecnologías de la información están cambiando fundamentalmente el alcance de prácticas basadas en el compartir y colaborar.

Las posibilidades económicas, sociales y ambientales de estas nuevas formas de producir conocimiento y artefactos han generado un importante interés entre actores y comentaristas de todo el espectro político, desde los entusiastas del mercado libre hasta los movimientos anarquistas. Algunos autores (Stodden 2010; Wiggins y Crowston 2011; Fecher y Friesike 2014; Nielsen 2012) señalan por ejemplo, que estas experiencias tienen el potencial para crear formas más eficientes y efectivas de producir conocimiento, bienes y servicios. Otros (Benkler 2006) sugieren que va a generar nuevos modelos de negocio que revolucionarán las prácticas de producción establecidas con nuevos valores y normas sociales que orientan la innovación para una vertiente más democrática.  Todas estas lecturas sobre el tema sugieren la posibilidad de crear vías alternativas, más inclusivas y sostenibles de desarrollo social y tecnológico.

Sin embargo, hasta el momento, el potencial de las nuevas formas de producción para contribuir con procesos de desarrollo sustentable, no ha sido ampliamente discutido. Las "visiones" genéricas sobre  la producción abierta y colaborativa sólo  afirman la descentralización de la producción, la democratización del conocimiento y la producción material como muy relevantes para las agendas de desarrollo. Los países más pobres suelen tener una estructura productiva poco diversificada y escasas oportunidades para generar procesos de innovación que atiendan sus necesidades. En buena medida, esto es consecuencia de la distribución desigual de la apropiación del conocimiento y la tecnología. Hoy día, el stock de conocimiento que podría servir de base (o commons) para iniciar esos procesos innovadores se encuentra bajo el control de actores globales que persiguen prioridades alejadas de las necesidades de desarrollo. Aparecen nuevas formas de apropiación y privatización de los conocimientos y bienes comunes y de gestión (y explotación) del trabajo cognitivo y creativo. Estos nuevos modelos de producción y de negocios incluyen elementos de la economía de plataforma, el cooperativismo de plataforma, y la economía colaborativa, entre otras. 

El objetivo de este número especial es retomar estas ideas, desde una perspectiva crítica, y situarlas en un contexto latinoamericano con el objetivo de discutir de qué manera las nuevas formas de producción abierta y colaborativa pueden impulsar caminos más inclusivos y sostenible de desarrollo, sino también nuevas formas de exclusión y de precarización; nuevas jerarquías. Se alientan contribuciones académicas y relatos de experiencias en cualquiera de los diferentes campos de aplicación donde estas prácticas están aumentando su incidencia, como:

  • Economía colaborativa, Economía de plataforma y cooperativismo de plataforma.
  • Open Drug Discovery (Desarrollo abierto de medicamentos).
  • Open Seeds (Semillas abiertas).
  • Open Hardware (Hardware abierto).
  • Open software (Software abierto).
  • Makerspaces y fablabs.
  • Producción ciudadana de datos.
  • Monedas complementarias, criptomonedas.

Para cada uno de estos campos, esperamos contribuciones que aborden algunas de estas preguntas:

  • ¿Qué tipo de objetivos, valores, motivaciones y visiones se fomentan?
  • ¿Qué prácticas y herramientas se utilizan para fomentar la apertura y la colaboración?
  • ¿Hasta qué punto y de qué manera estas prácticas abiertas y colaborativas crean oportunidades para revitalizar los movimientos sociales más antiguos y apoyar vías alternativas de desarrollo? ¿Hasta qué punto estas prácticas resultan una mejora incremental o un aporte novedoso a prácticas ya existentes de producción e innovación del conocimiento? ¿Cómo podrían las prácticas abiertas y colaborativas ayudar a identificar, construir y apoyar caminos socio-técnicos más inclusivos, económicamente resistentes y sostenibles?
  • Por otro lado, ¿cómo pueden contribuir en la creación de nuevas formas de apropiación privada de lo común y de explotación del trabajo colectivo?
  • ¿De qué maneras las prácticas abiertas y colaborativas pueden abordar los desafíos contemporáneos del desarrollo? Ej.: estructuras de producción poco diversificadas, basadas en industrias de recursos naturales, que tienden a resultados volátiles, altamente desiguales y ecológicamente insostenibles.
  • ¿Cómo pueden las prácticas abiertas y colaborativas evitar ser capturadas por actores globales con poder económico actual?
  • ¿En qué medida estas iniciativas abiertas y colaborativas son verdaderamente transformadoras?¿Cuál es el carácter de estas transformaciones: es más inclusivo o más excluyente?

El dossier incluirá también una sección de crónicas de experiencias innovadoras sobre los temas propuestos. 
Además del dossier, la Liinc em Revista está abierta a la presentación de artículos y reseñas sobre otros temas en su espacio de reflexión, de acuerdo a sus normas editoriales. 

Para información sobre las reglas de presentación de trabajos, por favor véase el siguiente link: http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines


PLAZO DE PRESENTACIÓN DE LOS TRABAJOS: 31 DE ENERO DE 2018, siguiendo las instrucciones en el siguiente link: http://www.ibict.br/liinc

 

Platform economy and new collaborative forms of production

Liinc em Revista is inviting submission of articles, subject to double-blind evaluation, for publication in Vol. 14, n. 1 (May 2018). We accept  unpublished articles in Portuguese, Spanish and English. 
 
This issue will present a dossier on “Platform economy and new collaborative forms of production”, organized by Guest Editors  Valeria Arza (Cenit, Argentina) and Anne Clinio (Liinc, Brazil), within the theme proposed below. 

The open and collaborative development of knowledge, goods and technologies is rapidly growing and expanding into new areas - from the movement of free and open software, to open hardware, to spaces for community design of prototypes, such as fablabs and makerspaces, etc. However, collaborative practices for producing goods are not new. For example, for centuries, many seeds varieties from family agriculture were developed on the basis of open and collaborative practices, involving millions of peasants, and later, researchers, businesses and states. But nowadays, new information technologies are changing the scope of practices based on sharing and collaboration.

The economic, social and environmental possibilities of these new ways of producing knowledge and artefacts have raised a significant interest of actors and commentators from across the political spectrum, from free-market enthusiasts to anarchist movements. For example, some authors (Stodden 2010, Wiggins and Crowston 2011, Fecher and Friesike 2014, Nielsen 2012) point out that these experiences have the potential to create more efficient and effective ways of producing knowledge, goods and services. Others (Benkler 2006) suggest that it will generate new business models that will revolutionize established production practices with new values and social norms, democratising, therefore, innovation. All these interpretations of the subject suggest the possibility of creating alternative paths, for creating more inclusive and sustainable ways of social and technological development.

However, up to now, the potential of new forms of production to contribute to processes of sustainable development has not been widely discussed. Generic "visions" of open and collaborative production only affirm the decentralization of production, the democratization of knowledge and material production as very relevant for development agendas. The poorest countries tend to have a very poorly diversified production structure and only limited opportunities to generate innovation processes that meet their needs. To a large extent, this is a consequence of the unequal distribution of the appropriation of knowledge and technology. Today, the stock of knowledge that could serve as the basis (or commons) for initiating these innovative processes is under the control of global actors with priorities that do not usually coincide with development needs. New forms of appropriation and privatization of  knowledge and common goods as well as forms of exploiting of cognitive, informational and creative work are emerging. These new production and business models include elements of the platform economy, of platform cooperatives and of the collaborative economy, among others.

The aim of this special issue is to build upon these ideas from a critical perspective and situate them in a Latin American context with the aim of discussing how new forms of open and collaborative production can not only promote more inclusive and sustainable development paths, but also new forms of exclusion and precariousness, of hierarchies. Academic contributions and narratives of experience in any of the different fields of application where these practices are increasing their incidence, are encouraged, such as:

  • Collaborative economy, platform economy and platform cooperativism.
  • Open Drug Discovery.
  • Open Seeds.
  • Open Hardware.
  • Open software.
  • Makerspaces and fablabs.
  • Citizen-driven data production.
  • Alternative currencies, cryptocurrencies.

 For each of these fields, we expect contributions that address some of these questions:

  • What kind of goals, values, motivations and visions are encouraged?
  • What practices and tools are used to promote openness and collaboration?
  • To what extent and in what ways do these open and collaborative practices create opportunities to revitalize older social movements and support alternative development paths? To what extent do these practices result in a gradual improvement or a novel contribution to existing knowledge production and innovation practices? How could open and collaborative practices help identify, build and support more inclusive, economically resistant, and sustainable socio-technical paths?
  • On the other hand, how can they contribute to the creation of new forms of private appropriation of commons and the exploitation of collective labor?
  • In what ways can open and collaborative practices address the contemporary challenges of development? E.g., poorly diversified production structures, based on natural resource industries, which tend to have volatile, highly unequal and ecologically unsustainable results.
  • How can open and collaborative practices avoid being captured by global players with current economic power?
  • To what extent are these open and collaborative initiatives really transformative? What is the nature of these transformations: are they more inclusive or exclusionary?

The dossier will also include a section for texts recounting innovative experiences within these topics.
Apart from the dossier, we also accept articles and reviews on other topics within the range of interest of Liinc em Revista.

Guidelines for authors can be found at    http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines


PERIOD OF SUBMISSION: UP TO JANUARY 31, 2018 at http://www.ibict.br/liinc