Discutir-se-a o papel da Universidade no contexto do capitalismo semi-periférico brasileiro, cujas empresas buscam inserir-se competitivamente nos elos intermediários das cadeias de valor do capitalismo mundial. Embora, no plano imediato, isso dê legitimidade ao modo de produção capitalista no país, o horizonte limitado de aquisição de lucros impele, no médio prazo, à intensificação da exploração do trabalho e dos recursos naturais. A produção de conhecimento científico visando à inovação tecnológica poderia abrir uma alternativa em relação às estratégias de instrumentalização do trabalho e da natureza. Entretanto, no caso brasileiro, percebemos três tendências contrárias nas universidades: 1) A apropriação da ciência como parte do processo de sofisticação cultural dos grupos que a produzem; 2) O ancoramento daqueles que produzem ciência nas estruturas administrativas do Estado; 3) Uma valorização acrítica da cultura das classes populares. Analisando as tendências observadas, discutimos as possibilidades de desenvolvimento que a universidade pode trazer à sociedade se assumir seu papel de instituição moderna.
Semi-periferia, Universidade, Inovação tecnológica
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