O entendimento das causas e as principais razões que influenciam o modo como os pesquisadores se articulam e constroem suas redes de colaboração científica ainda é uma questão em aberto na pesquisa acadêmica. De fundamental importância para o desenvolvimento de novos indicadores e modos de avaliação da produção científica, o conceito de redes sociais permite operar novos planos de análise, contribuindo com seus aspectos estruturais e dinâmicos ao estudo dos mecanismos e gatilhos causais que levam à constituição dessas redes de colaboração científica. A obtenção de atributos individuais dos pesquisadores, de dados de constituição das redes ao longo do tempo e o modo de desambiguação dos nomes que compõem essas redes de colaboração têm se mostrado os principais desafios de estudos das redes. O objetivo deste artigo é descrever como concebemos uma maneira de estudar as redes de colaboração de uma universidade, com foco específico na Universidade de São Paulo, identificando suas principais estratégias de conectividade e mecanismos causais, além de encontrar as relações entre suas redes e diferentes níveis de produtividade científica de seus participantes. Vale frisar que o artigo apenas descreve as questões da pesquisa e o modo de tratá-las, ficando sua execução para os próximos passos deste trabalho de pesquisa. Para tanto, pretende utilizar como base de análise uma Biblioteca de Produção Científica Institucional em desenvolvimento pelo SiBi/USP, que coleta os artigos publicados por membros da universidade em bases de dados de indexação de revistas nacionais e internacionais, tais como Scielo, Web of Science e BioMed, além da utilização da base de dados institucional para obtenção dos atributos individuais dos pesquisadores participantes dessas redes de colaboração.
análise de redes sociais, indicadores, cientometria, modelos causais
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