Uma tentativa de determinar o verdadeiro sentido das manifestações de 2013 no Brasil por de uma dupla articulação entre as contradições sociais e políticas dos próprios manifestantes, de um lado, e as contradições estéticas e culturais expressas pela grande mídia, assim como pela chamada mídia independente, durante a cobertura dos eventos acima mencionados, por outro. Nessa análise, tentamos interpretar o conceito de “violência divina” de Walter Benjamin, alinhado ao conceito de “poder constituinte” tal como analisado por Antonio Negri, com o auxílio do estudo de Giorgio Agamben sobre o “estado de exceção”, para uma nova abordagem da questão da violência nas manifestações e da forma ambígua com que a grande mídia, assim como a chamada mídia independente, lidou com esta questão. Nosso texto acaba com uma análise crítica de dois fenômenos distintos, errônea ou corretamente associados como “anarquistas”: os vários grupos de anonymous e de black blocs que então surgiram, povoando a superfície dos acontecimentos.
Estado de exceção, Violência divina, Poder constituinte, Black blocs, Anonymous.
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