O colapso dos polinizadores, uma das muitas facetas das crises ambientais correntes, traz um enorme desafio para a produção agrícola. Estudos apontam a correlação entre este problema e o uso extensivo de agrotóxicos, mas outra possibilidade além de seu controle mais estrito pode ser apresentada ao grande público como uma solução desta crise: o desenvolvimento de tecnologias de polinização artificial. Este artigo procura, após estabelecer a seriedade desta crise e a fundamentar suas origens antropogênicas a partir de relatórios e revisão bibliográfica, se utilizar de artigos de divulgação científica como fontes primárias para problematizar o desenvolvimento tecnológico como não-neutro, nem baseado puramente em critérios de eficiência, mas influenciado por fatores econômicos e sociais, bem como reprodutor de ideologias.
Polinização, Agrotóxicos, Filosofia da tecnologia, Divulgação científica
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