Sob o domínio das big techs
plataformização, colonialismo digital e a experiência literária no Bookstagram
DOI:
https://doi.org/10.18617/Palavras-chave:
Colonialismo Digital, Bookstagram, Plataformização, Visibilidade Midiática, Belém(Pará)Resumo
Este artigo investiga como o colonialismo digital atua na modulação da experiência de criadores de conteúdo literário no Bookstagram, com foco nas implicações socioculturais e econômicas da visibilidade mediada por plataformas digitais. A investigação adota uma abordagem qualitativa com base em etnografia digital para analisar práticas comunicacionais de perfis de criadores de conteúdo literário da cidade de Belém (Pará), comparando suas experiências às de influenciadores com atuação global. A pesquisa busca compreender como as lógicas algorítmicas, típicas das big techs, condicionam a produção, a circulação e o reconhecimento de conteúdos literários nas redes sociais, reconfigurando o papel dos mediadores culturais em contextos periféricos. A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.
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