Atividades de mediação da leitura na ambiência da Biblioteca Social Afro-Indígena Meninas do Subúrbio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18617/liinc.v21i2.7674

Palavras-chave:

mediação da leitura, identidade afro-indígena, biblioteca comunitária

Resumo

Objetiva-se com esse artigo identificar e analisar as atividades de mediação da leitura na ambiência da Biblioteca Social Afro-indígena meninas do Subúrbio, de modo a associá-las ao fortalecimento identitário dos leitores, segundo uma concepção afro-indígena. Para isso, foi aplicado um questionário online com a idealizadora e responsável pela Biblioteca, Dejanira Rainha dos Santos Melo, a fim de verificar os objetivos das atividades e categorizar quais se aproximam da possibilidade de fortalecer a constituição da identidade afro-indígena dos leitores. Como resultado, percebeu-se que as ações desenvolvidas pela Biblioteca Social Afro-indígena meninas do Subúrbio contribuem com a promoção da valorização identitária e com o empoderamento dos sujeitos envolvidos, em especial crianças e mulheres negras da comunidade. Assim, a mediação da leitura é um processo contínuo e dinâmico, capaz de acompanhar as transformações do sujeito leitor e de contribuir para a formação e consolidação de uma visão crítica de mundo, implicando, portanto, num dispositivo de transformação pessoal e social. Este processo não pode prescindir da dimensão identitária e, na sociedade vigente, isto implica em considerar tanto as múltiplas diversidades culturais, de gênero, econômicas, raciais e étnicas, quanto em compreender que esses marcadores sociais estão na base de uma série de desigualdades que marcam trajetórias individuais e coletivas, e que precisam ser consideradas pelas bibliotecas e pelos mediadores da leitura.

Biografia do Autor

  • Pamela Oliveira Assis , Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) Salvador, BA, Brasil.

    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal da Bahia (PPGCI/UFBA). Bacharela em Biblioteconomia e Documentação pela UFBA. 

  • Deise de Oliveira Costa, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) Salvador, BA, Brasil.

    Graduanda em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia, bolsista pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – Fapesb.

  • Tainara Santos de Azevedo, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) Salvador, BA, Brasil.

    Graduanda em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia, bolsista Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

  • Raquel do Rosário Santos, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) Salvador, BA, Brasil.

    Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba, UFPB, Brasil. Docente da Universidade Federal da Bahia, UFBA, Brasil.

  • Deise Luz do Espírito Santo, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) Salvador, BA, Brasil.

    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal da Bahia (PPGCI/UFBA). Bacharela em Biblioteconomia e Documentação pela UFBA. 

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Publicado

09/06/2026