Diante de uma persistente subrepresentação de mulheres no comércio internacional e em setores intensivos em ciência, tecnologia e inovação, uma proposta brasileira de inserção de campos de gênero em formulários de pedidos de propriedade intelectual foi apresentada à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e à Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2024 e 2025. O presente trabalho busca registrar esse esforço brasileiro em promover a construção de indicadores que permitam análises comparadas sobre a participação de mulheres na inovação e no comércio exterior, com esteio numa interseção entre as éticas feminista e informacional na política internacional. A pesquisa se baseou em informações públicas disponíveis em processos administrativos encontrados no Sistema Eletrônico de Informação (SEI) do Brasil. Como resultado, aponta para a identificação de um caso prático emblemático da aplicação de uma ética informacional feminista.
dados, gênero, ética informacional, política externa feminista
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