A publicidade que "funciona": o julgamento utilitarista nas avaliações éticas de profissionais de publicidade em Curitiba

Autores

Palavras-chave:

publicidade, ética, julgamento utilitarista, reconhecimento da questão moral, imaginação moral

Resumo

O artigo apresenta resultados de uma pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa dos autores [preencher somente se o texto for aprovado]. O objetivo é compreender como a lógica mercadológica, que costuma ser mais utilitarista, atravessa o comportamento moral de profissionais diante de dilemas éticos, com base em entrevistas narrativas realizadas com publicitários. Investigamos como o julgamento utilitarista (Hunt; Vitell, 2006) se relaciona com o reconhecimento da questão moral (Jones, 1991) e com a imaginação moral (Werhane, 1999). A análise mostrou que, embora haja predominância de um utilitarismo, não há subordinação total a essa ética profissional. Existe, sim, um constante tensionamento entre as dimensões deontológicas e teleológicas. Profissionais de publicidade tentam equilibrar, ainda que de forma inconsciente, interesses éticos e comerciais, impactados por suas funções no mundo do trabalho e pelas suas trajetórias individuais.

Biografia do Autor

  • Fábio Hansen, Universidade Federal do Pará (UFPA), Faculdade de Comunicação (Facom). Belém, PA, Brasil.

    Docente na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).  Autor do livro (In)verdades sobre os profissionais de criação: poder, desejo, imaginação e autoria; e coautor do livro Criação publicitária: desafios no ensino. Pesquisador no Observatório de Publicidade e Ética no Consumo (Opetic) e no Grupo de Pesquisa Inovação no Ensino de Publicidade (IEP).

  • Elyson Richard Gums, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Curitiba, PR, Brasil.

    Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisador no Observatório de Publicidade e Ética no Consumo (Opetic).

  • Letícia Guimarães, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Curitiba, PR, Brasil.

    Mestra em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisadora no Observatório de Publicidade e Ética no Consumo (Opetic).

  • Lucas Vinicius Mayer, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Curitiba, PR, Brasil.

    Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisador no Observatório de Publicidade e Ética no Consumo (Opetic).

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Publicado

29/05/2026