Fronteira imaginada
instituições de informação enquanto dispositivos culturais
DOI:
https://doi.org/10.18617/liinc.v22i1.7861Palavras-chave:
Instituições de Informação, Dispositivos Culturais, Decolonialidade, Bibliotecas Públicas, MuseusResumo
O artigo analisa as instituições de informação, especificamente museus e bibliotecas, como dispositivos culturais. As teorias de Foucault e Agamben para definir o dispositivo como uma rede que captura e orienta condutas e discursos são as referências para a argumentação. O texto destaca que, historicamente, essas instituições atuaram na consolidação da racionalidade capitalista e do colonialismo, promovendo uma hegemonia simbólica europeia e o apagamento de culturas consideradas "inferiores". Contudo, o texto argumenta que esses espaços também oferecem brechas para a resistência e descolonização. São apresentadas experiências empíricas que rompem com modelos tradicionais. Em Medellín (Colômbia), são apresentadas bibliotecas públicas que atuam na coleta de memórias locais e patrimonialização de saberes comunitários. Em São Paulo e no Rio de Janeiro (Brasil) são abordados exemplos de museus que trabalham com comunidades de favelas e utilizam o território e a vivência dos moradores como acervo principal para contestar narrativas oficiais. O estudo combina pesquisa de campo, documental e discussão bibliográfica. O texto conclui que a integração entre os campos museal e bibliotecário possui uma potência latente para fortalecer a coletividade e decolonizar imaginários, transformando instituições em "laboratórios culturais" voltados à emancipação social.
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