Fronteira imaginada

instituições de informação enquanto dispositivos culturais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18617/liinc.v22i1.7861

Palavras-chave:

Instituições de Informação, Dispositivos Culturais, Decolonialidade, Bibliotecas Públicas, Museus

Resumo

O artigo analisa as instituições de informação, especificamente museus e bibliotecas, como dispositivos culturais. As teorias de Foucault e Agamben para definir o dispositivo como uma rede que captura e orienta condutas e discursos são as referências para a argumentação. O texto destaca que, historicamente, essas instituições atuaram na consolidação da racionalidade capitalista e do colonialismo, promovendo uma hegemonia simbólica europeia e o apagamento de culturas consideradas "inferiores". Contudo, o texto argumenta que esses espaços também oferecem brechas para a resistência e descolonização. São apresentadas experiências empíricas que rompem com modelos tradicionais. Em Medellín (Colômbia), são apresentadas bibliotecas públicas que atuam na coleta de memórias locais e patrimonialização de saberes comunitários. Em São Paulo e no Rio de Janeiro (Brasil) são abordados exemplos de museus que trabalham com comunidades de favelas e utilizam o território e a vivência dos moradores como acervo principal para contestar narrativas oficiais. O estudo combina pesquisa de campo, documental e discussão bibliográfica. O texto conclui que a integração entre os campos museal e bibliotecário possui uma potência latente para fortalecer a coletividade e decolonizar imaginários, transformando instituições em "laboratórios culturais" voltados à emancipação social.

Biografia do Autor

  • Guilherme Fellipin dos Santos, Universidade de São Paulo (USP), Escola de Comunicação e Artes. São Paulo, SP, Brasil.

    Bacharel em Relações Internacionais (2015-2019) pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Mestre em Ciência da Informação, na linha de pesquisa Cultura e Informação com ênfase na área de Apropriação Social da Informação (2020- 2023), pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Doutorando em Ciência da Informação, na linha de pesquisa Cultura e Informação com ênfase na área de Apropriação Social da Informação (2024- ), pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP ). Membro da Junta Diretora da Sociedad Latinoamericana de de Estudios Interculturales (SoLEI, 2024- atualmente). Trabalhou como pesquisador do Centro de Estudos em Negociações Internacionais (CAENI USP, 2015-2017) e pelo programa UNIGOU da West Bohemia University, Pilsen, República Tcheca (2016) para desenvolvimento de habilidades de pesquisa. Realizou, para a pesquisa do Mestrado Acadêmico, uma Pasantía de Investigación na Escuela Interamericana de Bibliotecología da Universidad de Antioquia, Medellín, Colômbia, da qual foi derivado um trabalho de campo no ecossistema de bibliotecas do Vale de Aburrá, entre Janeiro e Março de 2022. Membro do PRACTIC - Grupo de Pesquisa de Práticas Culturais e Tecnologias de Informação e Comunicação. 

  • Dr. Marco Antônio de Almeida, Universidade de São Paulo (USP), Escola de Comunicação e Artes. São Paulo, SP, Brasil.

    Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), possuindo título de mestre em Sociologia pela mesma instituição. Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na área de Cultura e Política. Livre-Docente em Ciência da Informação e Documentação pela USP. Atualmente, é Professor Titular da USP, atuando no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Também é professor e orientador no programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da ECA-USP. Coordenou o GT "Mediação, Circulação e Apropriação da Informação" (2011-2012), e foi coordenador adjunto do GT "Política e Economia da Informação" (2022-2023), ambos da ANCIB (Associação Brasileira de Ciência da Informação e Biblioteconomia). Realizou período de pós-doutorado junto à Universidade Carlos III de Madrid (2013-2014). Foi editor-responsável do periódico InCID (2015-2017). Líder do PRACTIC - Grupo de Pesquisa de Práticas Culturais e Tecnologias de Informação e Comunicação. Exerce o cargo de presidente da Comissão de Cultura e Extensão da FFCLRP-USP. Pesquisa e trabalha principalmente nas seguintes áreas: teoria social da comunicação e da informação; mediação e ação cultural; sociologia da cultura, sociabilidade e novas tecnologias; políticas culturais e da informação.

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Publicado

16/06/2026