Justiça climática na Amazônia paraense
mediação da informação e luta pelo direito a água nas contranarrativas do Coletivo Tamuatás do Tucunduba
DOI:
https://doi.org/10.18617/liinc.v22i1.7902Palavras-chave:
Justiça Climática, Mediação da Informação, Autorrepresentação, Amazônia-Pará, Racismo AmbientalResumo
O estudo analisa as narrativas audiovisuais produzidas pelo Coletivo Tamuatás do Tucunduba, no bairro da Terra Firme, em Belém (PA), como práticas de mediação da informação orientadas à justiça climática. Parte-se da compreensão de que a crise climática articula desigualdades distributivas, procedimentais e de reconhecimento, manifestando-se de modo específico nas periferias urbanas amazônicas, onde a precariedade do saneamento e a vulnerabilidade hídrica configuram experiências concretas de injustiça ambiental. O estudo é de natureza exploratória e delineado como estudo de caso, com base em pesquisa documental e análise crítica do discurso aplicada a materiais audiovisuais produzidos pelo coletivo. Examina-se de que modo tais produções operam como práticas de mediação da informação e de interferência informacional, instaurando contranarrativas sobre território, cultura e direito à água. Os resultados indicam que o Carimbó periférico, articulado à denúncia socioambiental, constitui dispositivo de autorrepresentação e resistência informacional, tensionando discursos hegemônicos e reivindicando reconhecimento e justiça climática situada.
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