Corpo-território como contra narrativa climática
o processo comunicativo da Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia
DOI:
https://doi.org/10.18617/liinc.v22i1.7943Palavras-chave:
Corpo-território, Contranarrativas, Comunicação como processo, Crise Climática, Movimentos Sociais do CampoResumo
Este artigo analisa como a Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia expressa uma cosmovisão contra-hegemônica e articula a comunicação como processo de consciência-organização-ação para a disputa de narrativas sobre a crise climática. Parte da crítica à ontologia dualista que sustenta o capitalismo extrativista e orienta o modelo de transição energética hegemônico. Adota abordagem qualitativa e análise de conteúdo, com base em Bardin (2016), tendo como corpus as publicações do Instagram da Marcha, entre janeiro e março de 2025. A análise se estrutura em três eixos teóricos: corpo-território, comunicação como processo e disputas de narrativas. Os resultados indicam que a Marcha articula território, comunicação e ação política, na perspectiva da ontologia relacional, produzindo contranarrativas à transição energética dominante e afirmando alternativas baseadas na defesa da vida e da justiça socioambiental. Conclui-se que os movimentos organizados no campo podem indicar modos de comunicação emancipatórios no contexto da transição energética que superam a ontologia dual cristalizada nas narrativas hegemônicas.
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