O poder de narrar: geopolítica da distribuição cinematográfica no Brasil

Resumo

RESUMO O presente ensaio desenvolve uma investigação dentro do campo da economia política da cultura que objetiva problematizar e desvendar caminhos para o entendimento do quadro de hegemonia do cinema hollywoodiano no Brasil, tendo como foco a distribuição em salas. Coloca-se como hipótese que o subdesenvolvimento econômico do cinema nacional tem origem em questões de ordem macroeconômica, a saber, na estrutura oligopolista da indústria cinematográfica em escala mundial que logrou a dominação do mercado, especialmente da esfera da distribuição, pelas majors. À luz do que escreve Ellen Wood sobre o imperialismo contemporâneo, opera-se com as ideias de tríade competitiva de Alfred Chandler, centralização do capital de Harry Braverman e mundialização do capital de  François Chesnais, para entender a estrutura e a organização contemporânea das grandes corporações de mídia. A partir de dados publicados pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA-ANCINE), analisa-se a atuação das distribuidoras estrangeiras no Brasil, bem como dois movimentos contemporâneos que reconfiguram o mercado: a digitalização das salas e a emergência do streaming.

Palavras-chave: Economia Política do Cinema; Distribuição Cinematográfica; Cultura e Imperialismo; Cinema Brasileiro.

Biografia do Autor

Renata Rogowski Pozzo, Universidade do Estado de Santa Catarina
Geógrafa, Mestre em Planejamento Urbano e Regional (2010) e Doutora em Geografia (2015) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Publicado
30/05/2020
Como Citar
Rogowski PozzoR. (2020). O poder de narrar: geopolítica da distribuição cinematográfica no Brasil. Liinc Em Revista, 16(1), e5144. https://doi.org/10.18617/liinc.v16i1.5144
Seção
Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura