O artigo pretende analisar um aspecto central da leitura de Marx por Negri, desde os trabalhos publicados no final dos anos 70 até hoje. Problematizamos, em especial, a leitura do “Fragmento sobre as Máquinas” dos Grundrisse, no qual aparece a noção de General Intellect. Discutiremos em que medida a liberação do trabalho e a constituição de redes de cooperação, geradas pela automatização da produção, são índices de um potencial de resistência do trabalho vivo, como reivindicado por Negri. Esperamos que esta análise contribua para esclarecer as especificidades do conceito negriano de multidão, já que o próprio teórico italiano procura designa-lo como um conceito de classe.
Negri, Marx, Trabalho , Resistência
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