Desde seu surgimento, as novas mídias têm sido celebradas como meio de democratização na circulação de informações. Ao superarem o que Guy Debord chamou separação do espetáculo, elas horizontalizam o fluxo da comunicação, possibilitando que o espectador seja também produtor. Nesse sentido, a internet romperia também com o monopólio da denúncia, tornando-se essa uma das principais funções das mídias sociais digitais. Contudo, e não obstante a multiplicação e a velocidade de circulação de imagens que apontam para a barbárie, não se pode afirmar que surtam o efeito visado de, entre outras coisas, sensibilizar para aquilo o que se denuncia. Aliás, pelo contrário. O presente trabalho busca refletir, a partir das transformações estruturais que conferem forma às novas mídias, a relação paradoxal entre denúncia e indiferença.
Internet, Indiferença, Guy Debord, Espetáculo, Capitalismo Flexível.
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