Considerando que os aportes que subsidiam teoricamente os sistemas de organização do conhecimento normalmente se amparam em perspectivas que consolidam visões estruturalistas, a fim de controlar e formalizar representações do conhecimento, ensaiamos neste artigo um possível limiar para organização e representação do conhecimento, baseado nos conceitos de devir e de rizoma definidos pelos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari. Tendo como horizonte a ideia de contemporaneidade de Giorgio Agamben, buscamos valorizar a potência dos devires e a intempestividade dos rizomas em prol de uma organização do conhecimento menos previsível e menos determinista. Alicerçado por um exercício de reflexão teórica, concluímos em defesa da realização de rizomas em oposição aos instrumentos já conhecidos e/ou praticados pela organização do conhecimento.
Organização do conhecimento, Representação do conhecimento, Rizoma, Devir, Sistemas de organização do conhecimento
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