As visões anti-humanistas criaram uma representação ameaçadora das Inteligências Artificiais (IA). No entanto, por meio do trabalho acadêmico da Universidade de Antioquia, nesta pesquisa documental, consideramos que a Inteligência Artificial é uma oficina da humanidade, para usar o conceito cunhado por Comenius em sua Didactica Magna, que possibilita uma nova soberania epistemológica. Por essa razão, voltamo-nos para o cultivo do pensamento sob a estrutura de uma conceitualização de ordem sociocrítica, pois estamos convencidos de que isso permitirá um espaço de dizer e um dizer no espaço por meio do qual um tipo de relação de solidariedade é produzido, circulado e apropriado, o que, a partir da educação, possibilita passar de uma reflexão dicotômica para uma reflexão cooperativa, em que a IA é o cenário de possibilidade, existência e funcionamento para que o humano seja redefinido e se torne um novo modo de gestão do conhecimento, sempre a serviço de nossas dimensões ética, estética e política. Portanto, a interseção entre concepções e representações, que foram tecidas nos últimos cinco anos em torno da IA e de sua relação com o humano, será o ponto de inflexão por meio do qual teceremos uma proposta situada em um tipo de incerteza que não é subsidiária de visões usurpadoras e muito menos de algum tipo de dependência epistemológica, a fim de mostrar que há um novo tipo de soberania epistemológica que é necessário reconhecer.
Ciência, Conhecimento, Inteligência Artificial, Epistemologia, Universidade
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