Este artigo explora e entrelaça os debates sobre capitalismo de vigilância (Shoshana Zuboff) e sociedade excitada (Christoph Türcke). Para isso, parte da premissa de que, ao converterem as experiências e os aspectos mais íntimos da nossa vida em dados que são negociados sob a forma do capital, as empresas transacionais que detêm as redes sociais digitais (big teces), para além de gerar acúmulo de riqueza e poder, produzem as condições necessárias para a persistência de uma cultura do déficit de atenção que, em última instância, produz o vício em redes sociais digitais. Destarte, o objetivo deste trabalho é, partindo de investigações empíricas que evidenciam o vício em redes sociais digitais entre universitários, apresentar caminhos possíveis contra esse adoecimento. Para isso, identifica as contradições e os limites das mediações propostas pelas big tecas, apontando para a necessidade de ações multilaterais contra o adoecimento e o vício.
Sociedade excitada, Cultura do déficit de atenção., Capitalismo de vigilância, Vício em redes sociais
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