O Proletariado do Carbono

a força de trabalho necessária para a existência da natureza assetizada

Autores

Palavras-chave:

Mercado de Carbono, Assetização, Cop30, Ontologia, Valor Trabalho

Resumo

O artigo, por meio de um referencial teórico marcadamente marxista, busca de forma preliminar, redirecionar, no âmbito das discussões sobre o mercado de carbono, as atenções para o trabalho necessário à existência dessa mercadoria financeira, o crédito de carbono. Trata de posicionar, a partir da ontologia do trabalho, a ineliminável necessidade da conversão dos povos das florestas em proletários, processo que necessita do Estado e do conhecimento científico, para a transformação dos fluxos naturais de sequestro de dióxido de carbono em um ativo financeiro. Ainda, explora situações e falas ocorridas durante a COP30 para subsidiar a construção teórica proposta.

Biografia do Autor

  • Lucas Trentin Rech, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Departamento de Economia.

    Professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pesquisador Visitante do IPEA

  • Áurea Almeida, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO).

    Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA)

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Publicado

21/07/2026