A RELAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA-GOVERNO EM PARQUES TECNOLÓGICOS BRASILEIROS EM DESENVOLVIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.21728/p2p.2024v11n1e-6969Palavras-chave:
Parque Tecnológico, Implantação, Dificuldades, Ações, Hélice tríplice, inovação tecnológica, Sistemas Nacionais de InovaçãoResumo
Os parques tecnológicos têm apresentado um crescimento no país e contado com um rico ecossistema de inovação que agrega uma variedade de atores, com destaque para as instituições de pesquisa, inciativa privada e o Estado. O estudo objetiva analisar a relação entre universidade, empresas e governo em parques tecnológicos em fase de implantação no Brasil. Utilizando análise documental e observação assimétrica, 82 documentos de três polos foram examinados sob perspectivas da teoria dos atos de fala. Sete unidades de análise foram estabelecidas: aspectos introdutórios, inovação, infraestrutura, viabilidade institucional, identidade organizacional, ambiente organizacional e cultura local. Tendo como amostra o Parque Tecnológico de Brasília - BIOTIC em Brasília, Fundação Parque Tecnológico de Santos, Estado de São Paulo e o Parque Científico e Tecnológico da UFRGS, Porto Alegre. Os resultados indicam que a cooperação entre esses atores é fundamental para o desenvolvimento dos parques tecnológicos, contribuindo para a criação de fontes de conhecimento, inovação e empreendedorismo. A Biotic e o Parque Zenit são iniciativas nascida do ambiente acadêmico, contrasta com os parques tecnológicos de Santos, impulsionados majoritariamente pelo setor governamental. Essa distinção evidencia diferentes modelos de desenvolvimento e suporte para parques tecnológicos no Brasil, refletindo em suas estruturas, operações e impactos regionais. A pesquisa conclui que a construção da hélice tríplice é catalisada pela colaboração desses atores, especialmente governos regionais interessados em fomentar a economia. Além disso, a inovação tecnológica nas empresas é robustecida por pesquisas acadêmicas, fortalecendo os Sistemas Nacionais de Inovação (SNI).
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