Por entender haver uma estreita relação entre conhecimento e cultura é possível dizer que a ciência e a técnica não estão acima das sociedades nacionais e de suas especificidades culturais, mesmo que a globalização produza, sempre mais, espaços mundiais e transnacionais providos de fatores e valores comuns, que formam parte do conhecimento. A relação entre comunidades nacionais e conhecimento expressa os desejos e as estratégias de povos e países em conduzir o seu próprio desenvolvimento e ocupar uma posição de reconhecimento e poder. Para isso, além das iniciativas nacionais, os países buscam promover a democracia e o desenvolvimento conjugando interesses e competências capazes de integrar diferentes nacionalidades para a produção de conhecimento e ciência e ampliar os espaços territoriais por onde eles se estendem. Isso ocorre em várias escalas – do local ao nacional, do sub-regional ao transnacional, sempre que possível. Expertise, comunidades de conhecimento e agentes públicos e privados traçam os caminhos do desenvolvimento do conhecimento. Por meio de veios culturais e histórias políticas distintas, eles enfrentam conflitos e tensões em instâncias nacionais ou supranacionais, mas que, ainda assim, permitem uma ação coletiva apoiada em negociação, consenso e cooperação. Entender as possibilidades de cooperação relativas ao fomento do conhecimento em um mundo globalizado – mas também recortado por blocos regionais politicamente organizados – constitui o objetivo deste trabalho. A cooperação em tela é entre países do Mercosul.
Mercosul, C&T, Desenvolvimento Institucional, Democracia
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