Reanudación lingüística y preservación ambiental
interdependencias entre lenguas indígenas y biodiversidad
Palabras clave:
biodiversidad, organización del conocimiento indígena, enseñanza de lenguas indígenas, linguas indigenasResumen
La diversidad lingüística y la diversidad biológica constituyen dimensiones indisociables de la diversidad biocultural, siendo las lenguas indígenas sistemas complejos de registro, transmisión y actualización del conocimiento ecológico tradicional. En este contexto, este artículo analiza la interdependencia entre preservación de lenguas indígenas y conservación ambiental, discutiendo posibilidades de contribución de la Ciencia de la Información a los procesos de organización, representación, mediación y circulación de saberes indígenas. La investigación se fundamenta en una revisión de literatura interdisciplinar, articulando los campos de la diversidad biocultural, el conocimiento ecológico tradicional y la ecolingüística, en diálogo con aportes de la Ciencia de la Información. Se concluye que la preservación de las lenguas indígenas trasciende el ámbito cultural, configurándose como una dimensión central de las estrategias de conservación ambiental y del enfrentamiento de la crisis socioecológica contemporánea. En ese sentido, la Ciencia de la Información puede contribuir a la reanudación lingüística al apoyar, de forma situada y ética, prácticas de registro, preservación, descripción, indexación, mediación y valorización de las lenguas indígenas como sistemas vivos de conocimiento.
Referencias
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
BRASIL. Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973. Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 dez. 1973. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015.htm
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 mar. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça; Conselho Nacional do Ministério Público. Resolução Conjunta nº 3, de 19 de abril de 2012. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2012.
BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.659, de 26 de outubro de 2021. Brasília, DF: TSE, 2021. Disponível em: https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2021/resolucao-no-23-659-de-26-de-outubro-de-2021
BROMHAM, Lindell et al. Global predictors of language endangerment and the future of linguistic diversity. Nature Ecology & Evolution, v. 6, p. 163–173, 2022. DOI: https://doi.org/10.1038/s41559-021-01604-y
CRAITH, Máiréad Nic; MCDERMOTT, Philip. Language as intangible cultural heritage: living repositories of knowledge for tackling climate change. Anthropological Journal of European Cultures, v. 34, n. 1, p. 63–79, 2025. DOI: https://doi.org/10.3167/ajec.2025.340107
GRACIOSO, Luciana de Souza; SALLES, Tatiane Helena Borges de; PANKARARU, Luciana Maria dos Santos; PATAXÓ, Jocimara Braz de Araújo. Linguística decolonial em tempos de inteligência artificial: ponderações a partir da Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DA ISKO BRASIL, 8., 2025, Canela, RS. Anais [...]. Canela, RS: ISKO Brasil, 2025. DOI: https://doi.org/10.22477/ISKO25.58
HASIJA, Harshita. Ecolinguistics: language, ecology and the stories we live by. International Journal of English Learning & Teaching Skills, v. 4, n. 2, p. 1–7, 2022.
HONG, Qingxiang et al. Global urbanization and biodiversity conservation. Science, v. 362, n. 6419, p. 858–860, 2018. DOI: https://doi.org/10.1126/science.aau9583
LOTTI, Pétalah Augusto; SILVEIRA, Fabrício José Nascimento da. Informação e conhecimento indígena: análise da produção brasileira nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (ENANCIB), 25., 2024, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: ANCIB, 2024.
MAFFI, Luisa. Linguistic, cultural, and biological diversity. Annual Review of Anthropology, v. 34, p. 599–617, 2005. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.anthro.34.081804.120437
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Convenção nº 169 sobre povos indígenas e tribais em países independentes. Genebra: OIT, 1989.
OVIEDO, Gonzalo; MAFFI, Luisa; LARSEN, Peter Bille. Indigenous and traditional peoples of the world and ecoregion conservation: an integrated approach to conserving the world’s biological and cultural diversity. Gland: IUCN, 2000. Disponível em: https://portals.iucn.org/library
PERIOTTO, Caroline; ARAKAKI, Felipe Augusto; MASSA, Jair de Jesus; et al. Organization and representation of Indigenous scientific production: a case study on the institutional repository in Brazil. Knowledge Organization, v. 51, n. 8, p. 642–659, 2024. DOI: https://doi.org/10.5771/0943-7444-2024-8-642
REHG, Kenneth L.; CAMPBELL, Lyle (org.). The Oxford handbook of endangered languages. Oxford: Oxford University Press, 2018.
REPOSITÓRIO BRASILEIRO DE LEGISLAÇÕES LINGUÍSTICAS (RBLL). Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas. [S.l.: s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://rbll.com.br
SALES, R.; MARTINEZ-ÁVILA, D. Uma organização do conhecimento guarani na perspectiva da interculturalidade crítica. In: CONGRESSO BRASILEIRO EM ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO, 8., 2025, Canela, RS. Anais [...]. S. l.: ISKO Brasil, 2025. p. 1–12.
SI, A. et al. Patterns in the transmission of traditional ecological knowledge: a case study from Arnhem Land, Australia. Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine, v. 16, 2020. DOI: https://doi.org/10.1186/S13002-020-00403-2
SKUTNABB-KANGAS, Tove. Language planning and language rights. In: HELLINGER, Marlis; PAUWELS, Anne (eds.). Linguistic diversity and language change. Berlin; New York: Mouton de Gruyter, 2007. p. 365–397. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/332862844_Language_planning_and_language_rights
STRINGER, D. Quando gafanhoto significa relâmpago: como o conhecimento ecológico é codificado nas línguas ameaçadas. Ecolinguística: Revista Brasileira de Ecologia e Linguagem (ECO-REBEL), v. 4, n. 2, p. 41–48, 2018. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/12361
UNESCO. Atlas of the world’s languages in danger. Paris: UNESCO Publishing, 2010. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCar). Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação. São Carlos: UFSCar, 2025.
VÁZQUEZ, L. Diversidad lingüística: elemento clave para el conocimiento y conservación de la biodiversidad. Modulema, v. 9, 2025. DOI: https://doi.org/10.30827/modulema.v9i.31952
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Luciana de Souza Gracioso, Luciana Maria dos Santos Pankararu, Jocimara Braz de Araújo Pataxó, Tatiane Helena Borges de Salles

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam na Liinc em Revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Consulte a Política de Acesso Livre e Autoarquivamento para informações permissão de depósitos de versões pré-print de manuscritos e artigos submetidos ou publicados à/pela Liinc em Revista.
Liinc em Revista, publicada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, é licenciada sob os termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional – CC BY 4.0