Intencionalidade Informacional e a Inteligência Artificial Generativa:
reflexões conceituais e uma análise a partir dos chatbots no contexto acadêmico-cientifico
DOI:
https://doi.org/10.18225/ci.inf.v55i1.7897Palavras-chave:
intencionalidade informacional, inteligência artificial generativa, DeepSeekResumo
As inovações relacionadas às ferramentas de Inteligência Artificial estão ganhando cada vez mais espaço em diferentes contextos da sociedade. Nota-se no meio acadêmico-científico um aumento expressivo do uso de chatbots, ferramentas desenvolvidas a partir das constantes evoluções das técnicas e tecnologias que caracterizam as Inteligências Artificiais Generativas. Nesse contexto, reflexões acerca da concepção emergente no campo da Ciência da Informação denominada Intencionalidade Informacional e as ferramentas de Inteligência Artificial Generativa podem ser relevantes para os estudos na área. A concepção traz discussões sobre a não neutralidade tanto do humano quanto da tecnologia e os impactos no que tange às relações mútuas de impacto pelas quais os humanos moldam as funcionalidades das máquinas com base em sua bagagem cognitiva e as tecnologias, consequentemente, impactam as ações e percepções humanas. Desse modo, a pesquisa tem como objetivo analisar o desempenho da ferramenta DeepSeek no contexto acadêmico-científico e estabelecer reflexões conceituais entre a Intencionalidade Informacional e a Inteligência Artificial Generativa. A metodologia adotada é de natureza exploratória, qualitativa e descritiva, utilizando observação direta e aplicação prática do DeepSeek na otimização de levantamentos bibliográficos, especificamente na filtragem e organização de grandes volumes de dados. Os resultados indicam que embora essas possam reduzir significativamente o tempo de pesquisa e contribuir em diferentes partes do processo, de modo geral, é importante que ela seja utilizada em consonância a outros tipos de ferramentas e sempre como uma aliada ao trabalho e não como uma substituta. Isso porque, seu uso constante pode acarretar em impactos negativos na construção do pensamento crítico e à aprendizagem autônoma dos sujeitos informacionais. Como considerações finais entende-se que o uso de chatbots no meio acadêmico-científico demanda literacia digital e uma postura atenta contra a desinformação, além de discussões mais aprofundadas acerca dos aprendizados por máquina que estão cada vez mais afastados do humano.
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